Sentei-me na beira da cama, a ansiedade começou a percorrer meu corpo. Ao falar sobre achar Kendall, todas as lembranças da minha mãe me atormentaram mais do que nunca. A necessidade de encontrá-la estava se tornando uma urgência insuportável. Apenas ela sabe manipular meu pai.
Tom estava sentado na poltrona do meu quarto, e estava quieto, mas logo percebi uma certa preocupação estampada em seu rosto. Ele me observou por um momento, o momento em que uma lágrima unitária saiu de meus olhos.
— O que aconteceu? — perguntou, a voz suave.
Olhei para ele, os olhos brilhando com lágrimas ainda não derramadas. — Tom, eu… eu preciso encontrar minha mãe. Mais do que nunca. — A frase saiu como um sussurro.
Ele se aproximou, sentando-se ao meu lado na cama. — Eu sei que você quer. Mas precisamos ter um plano, algo que não coloque você em risco.
— Não é só isso. — Balancei a cabeça, a voz começando a falhar. — Estou tão cansada de não saber onde ela está. É como se toda vez que eu precisasse dela ela sumisse.
As lágrimas começaram a escorregar pelo meu rosto, e Tom não hesitou. Ele me puxou para perto, permitindo que minha cabeça repousasse em seu peito. Eu me permiti chorar, os soluços escapando, enquanto ele me abraçava com firmeza.
— Tudo vai ficar bem, Katrina. — Murmurou ele, a mão acariciando minhas tranças. — Eu estou aqui com você. Vamos descobrir isso juntos, eu prometo. Se quiser eu posso chamar o Bill para vir ajudar, tenho outros 2 amigos que também fazem parte do nosso grupo, caso você queira, eu os chamo também.
Fechei os olhos, sentindo a dor começar a se distanciar, pela primeira vez na vida senti conforto no abraço dele. Naquele momento, percebi que não estava sozinha. Eu tinha Tom, que era mais que um amigo, mesmo que eu não merecesse, ele estava ali pra mim e por mim.
A esperança em mim, floresceu e isso me fazia acreditar que, de alguma forma, encontraria minha mãe e a buscaria para me ajudar.
— Você vai ficar em casa, né? Vou perguntar pro seu pai se eu posso tirar o dia livre, assim eu me encontro com o Bill, meus dois amigos e começo a investigar sobre a sua mãe.
— Ok.— Eu rio fraco para o mais velho, que se levanta e sai do quarto.
Pego meu celular e digito o nome de Nadine.
— Atende Nadine.
— Alô?— Ouço a voz da garota do outro lado da linha.
— Consegui despistar o Tom, liga pro Maximus e pede pra ele pegar uma bolsa que tem na mala daquele carro que está há mais de um ano na oficina.
— Pode deixar.
— Às 19:00 eu chego lá.
— Beleza, trina.
Eu encerro a chamada e vou pra frente do computador, pesquisar assuntos sobre um carro que estava lá na oficina e eu não estava conseguindo funcionar ele.
A hora passou num instante e quando eu olhei pro relógio novamente já era 19:00, eu estava atrasada.
Muito provavelmente havia uns seguranças ao redor da casa, mas eu sabia a troca de horário de cada um se eu esperasse mais dez minutos, eles iriam estar na troca de posições, não haveria nenhum na parte de trás da casa.
Nesses minutos eu tomei banho, vesti uma blusa preta e uma legging da mesma cor junto a um tênis branco, coloquei uma durag branca no cabelo, passei perfume, peguei meu celular e desci a janela utilizando lençóis amarrados.
O medo de morrer? Perdi faz tempo.
Com muito esforço consegui subir em uma árvore perto do muro e subi sobre o mesmo, em seguida agarrei as gramas sintéticas que decoravam a parede de fora e desci finalmente estando na rua
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𝔓𝔯𝔬𝔱𝔢𝔤𝔦𝔡𝔞 𝔭𝔢𝔩𝔞 𝔬𝔟𝔰𝔢𝔰𝔰𝔞̃𝔬 || 𝔗𝔬𝔪 𝔎𝔞𝔲𝔩𝔦𝔱𝔷
أدب المراهقين"𝔈𝔲 𝔦𝔯𝔢𝔦 𝔩𝔥𝔢 𝔭𝔯𝔬𝔱𝔢𝔤𝔢𝔯 𝔡𝔢 𝔱𝔲𝔡𝔬 𝔢 𝔡𝔢 𝔱𝔬𝔡𝔬𝔰 𝔪𝔦𝔫𝔥𝔞 𝔮𝔲𝔢𝔯𝔦𝔡𝔞." Tom se torna seu segurança particular, determinado a protegê-la de qualquer perigo, ele mergulha em um mundo de intriga, segredos e perigos inesperad...
