Feia

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Dizem que ela era feia, de um modo que fazia os olhos se recolherem num gesto quase instintivo, como se o simples ato de contemplá-la desvelasse os recantos mais sombrios do julgamento humano. Mas será que essa feiúra não seria, na verdade, um reflexo da inquietude que permeia a alma, um espelho das incertezas que assombram nosso entendimento do belo?

Ao encará-la, o olhar se enchia de um desconforto que parecia transcender a mera aparência física—como se o próprio universo sussurrasse que aquilo que foge aos padrões não é um erro, mas uma revelação da complexidade da existência. Quem pode, com plena convicção, definir o que é belo?

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