Oi, gente. Sei que não apareço a mais de um ano, e puxa, como as coisas mudaram! Eu encontrei minha namorada, que mês que vem completamos um ano de namoro, descobri muitas coisas sobre mim, passei por tantas e tantas transformações, e mesmo assim, o bloqueio de terminar essa história não passou.
O engraçado é que hoje, nada especial aconteceu. Estou em semana de provas, amanhã tem prova de matemática e estou riscando os dias para finalmente prestar vestibular, rezando para que eu consiga trazer mais histórias para vocês ao me formar (quero fazer cinema). E simplesmente, foi. Consegui, mesmo que de forma meio tosca, escrever esse capitulo, que apesar de eu não estar feliz com ele, significa muito para mim, pois apenas mais um e, finalmente, encerrarei um ciclo, de jamais, em quase 7 anos escrevendo, conseguir terminar uma fanfic.
Leiam com carinho, pois é completamente inspirado no amor da minha vida, Sofia Esther, minha (futura) noiva. Eu te amo, docinho! Saficas contra o mundo!
As manhãs de inverno sempre foram as mais reconfortantes entre todos os dias do ano. Eu achei que não tinha como algo se tornar mais confortável do que um edredom pesado e quentinho, mas me enganei, pois encontrei o ápice do conforto no abraço de Jimin, complementando de forma perfeita minhas manhãs lentas.
As pequenas férias entre semestres que temos durante os períodos de festa costumavam a ter um sentido fluxo na minha vida. Quando eu era criança, sabia que estaria com minha família, que ganharia presentes, que brincava com meus primos, era um período banhado de felicidade e magia. Quando era adolescente, era um saco, queria estar com meus amigos, jogando videogame, mas tinha que lidar com meus primos mais novos, as tias exigentes, as melosidades, naquela época, tudo era uma mentira.
Agora, na minha vida de jovem-adulto, eu estava aliviado que teria férias. Não conseguiria voltar para Daegu e ficar com minha família já que tinha estabelecido uma rotina em Seoul, meus pais, apesar de levemente descontentes, entenderam meu ponto e me mandaram um cartão postal com fotos dos meus primos com o Papai Noel do shopping, daquelas que se cola na geladeira.
E tenho certeza que, no momento que a faculdade acabasse e uma nova fase começasse, eu teria uma nova percepção.
Minhas manhãs costumavam ser tardias, lentas ao máximo e, se não tivesse festa marcada, resenha ou encontro de amigos, era pouco provável que eu ao menos trocasse de roupa. Era inverno, frio, eu não iria sair de casa, para que tomar banho? Para que acordar cedo?
Bom, eu explico por que.
É difícil acordar tarde com alguém que tem horário biológico para acordar, pontualmente, às 5:30 da manhã. E é mais difícil lutar contra a letargia quando seu despertar é recheado de beijinhos de uma boca carnuda, que o beijo é mais interessante que qualquer sonho quente.
Imagino que Jimin tinha pena de mim, pois sempre me acordava perto das sete da manhã, passando seu tempo montando uma mesa de café da manhã bonitinha para nós duas, com pães quentinhos, bolo e sempre um docinho diferente. Ele gostava de inovar, às vezes começava a receita a noite, quando acabavamos nossa sessão cinema, para na manhã seguinte, ter tempo de me surpreender.
Parecia que haviamos casado. Depois de uma conversa, decidimos que ele passaria as férias comigo, contando que não queria encarar sua família e gostaria de aproveitar o conforto de meu apartamento - o qual ele se recusou a chamar de muquifo, por achar que estaria sendo muito elitista.
Só existia um único, pequeno, quase imperceptível problema.
Eu não tinha pedido-o em namoro. Nem ele.
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Doces para Yoongi
Fanfiction[concluída] Em que o jovem universitário Min Yoongi começa a receber doces misteriosos todos os dias em sua casa e, crente que o remetente poderia ser o amor da sua vida que sempre esperou, decide formular um plano de busca para conseguir desvendar...
