Eu sempre voltarei.

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E aí meus amores, tudo bem? Espero que sim! Bom, minhas aulas na faculdade voltaram e tá tudo bem corrido, mas prometo que não deixarei de atualizar e o farei sempre que for possível! Já faz um tempo que prometo um POV Camila e ele veio nesse capítulo. Não sei se está da maneira que vocês esperavam, mas eu particularmente achei interessante e torço pra que pensem da mesma forma.
Gostaria de agradecer aos novos favoritos e também os comentários. É muito importante que comentem sempre, porque aí sei se estão gostando ou não e isso significa muito pra mim.

Peço que desconsiderem qualquer erro, escrevi pelo celular e revisarei em breve!
Boa leitura e espero que gostem! Não deixem de comentar e indicar a fic, caso achem que ela merece isso.

Se quiserem conversar comigo ou dar alguma dica, podem me encontrar no twitter @gamedinas ou no meu ask http://ask.fm/justj0ker

Camila Cabello's Point Of View.

Eu poderia jurar que tinha acabado de fechar os meus olhos. A sirene tocou anunciando a manhã e com ela o início de um novo dia. "Militares e suas frescuras" pensei. Eles precisavam mesmo hastear a bandeira e cantar o hino nacional todos os dias às 7 horas da manhã? Por Deus! Eu ainda não havia acostumado com o barulho e sempre acordava assustada quando a sirene da base soava. Não tinha a obrigação de levantar, mas de uns dias pra cá, gostava de fazê-lo. Esfreguei os meus olhos antes de me sentar na cama.

– Em momentos como esse, eu fico com vontade de matar você quando lembro que nos enfiou aqui. – Dinah queixou-se afundando sua cabeça contra o fino travesseiro.

– Você está livre para voltar, chechee. Enviarão outra em seu lugar. – provoquei a loira em questão antes de levantar e esticar meu corpo.

O movimento dentro da tenda era grande, as mulheres dobravam seus cobertores, organizando-os ao pé da cama. Fiz o mesmo com os meus e esperei que Dinah arrumasse os dela. Percorri o olhar cansado por todo o local à procura de Lauren, mas não obtive sucesso. Não demorou muito para que Dinah se colocasse ao meu lado e aguardássemos, juntas, as oficiais deixarem o dormitório.

Em toda a minha breve, é bem verdade, carreira jornalística, nunca imaginei que fosse cobrir uma guerra de verdade um dia, o mais longe que cheguei a cogitar foram desastres naturais, mas uma guerra? Jamais. Cursei a faculdade de Jornalismo, me formei aos 20 anos sem perspectiva nenhuma de como ingressar no mercado de trabalho. Foi quando um grande professor, e amigo, enviou um e-mail convocando alguns de seus alunos para uma entrevista de estágio na NBC News. Cinco anos depois eu havia me tornado uma de suas principais repórteres e tudo isso com apenas 25 anos de idade. Meus pais sempre me ensinaram a persistir nos meus sonhos e eu me achava o máximo por ter conquistado tanta coisa em pouquíssimo tempo.

Eu era uma das jornalistas da NBC escaladas para cobrir o 11 de Setembro. Até hoje tenho pesadelos com as coisas que presenciei durante aquele dia. O desespero, o medo e a insegurança estavam presentes nos olhos de cada cidadão americano ao meu redor, inclusive nos meus. Em meio a uma transmissão e outra, meu telefone tocou. Geralmente não costumava atender ligações enquanto filmava, mas o insistente nome de minha mãe na tela, me fez repensar a ideia. Ela estava chorando muito e eu não conseguia acalmá-la, quando por fim, ela soltou, tão rápida e direta como quando se tira um esparadrapo... Meu pai tinha ido trabalhar aquele dia, ele estava nas torres. A princípio entrei em negação, eu não podia acreditar que tudo aquilo que estava sendo relatado por mim, estava acontecendo comigo e minha família também. Não parecia real. Por sorte, estávamos em uma pausa, caso contrário eu teria chorado ao vivo. Quando minha equipe soube do ocorrido, me substituíram e pediram que eu fosse para casa. Pouco tempo depois, o Presidente Bush anunciou o envio das tropas americanas para o Oriente Médio. Eu estava vivendo o meu luto carregado de revolta e sede por vingança, quando,guiada por todos os sentimentos ruins existentes, decidi sugerir que gravássemos o dia a dia de uma base militar. Eu queria ver de perto o que acontecia, queria me sentir vingada de alguma forma, eu precisava ter essa certeza. Não imaginei que nos mandariam pra cá tão rápido. Mal tive tempo pra digerir toda aquela situação, mas era o que eu queria no momento e eu não abriria mão disso.

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