Iraque

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Boa noite, gente! Desculpa a demora pra atualizar e perdão também pelo tamanho do capítulo. Eu não tenho tido muito tempo pra escrever porque as coisas estão meio puxadas na faculdade, e eu também não queria deixar vocês ainda mais tempo sem capítulo novo. Ah, um aviso, o próximo cap é POV Camila, ok? Beijinhos e boa leitura.

Esse capítulo é ponte.

Reviso depois! Obrigada por estarem comigo.  


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Eu não podia deixar a Base 17. Não sem antes conseguir falar com Camila ou encontrar uma maneira de deixá-la avisada sobre meu paradeiro. Eu não fazia ideia sobre o que se tratava a missão sigilosa, e acredito que só fosse receber os detalhes quando me instalasse na base iraquiana. Tentei contestar a decisão do Capitão, mas aparentemente, era algo que não estava sujeito a negociações. Em outros tempos, eu não estaria preocupada, tampouco receosa em deixar meu acampamento. Treinei a vida toda pra coisas dessa natureza, eu estava preparada, mas não era isso que me afligia. Não queria deixar Camila sozinha na base, a ideia me fazia imaginar a repórter desprotegida e, desde que ela pôs os pés aqui, me sentia na obrigação de garantir que não fosse importunada. Até mesmo as bases são repletas de riscos, não só externos, mas internos também. Eu não estava confortável com o fato de não estar mais presente diariamente. Ela não poderia ficar sozinha aqui, não sem alguém de confiança pra checar se estava tudo de bem de vez em quando.

– Mandou me chamar, Lauren? – Ally adentrou o recinto, deixando de lado as formalidades que já não se faziam mais necessárias.

– Sim, Ally. Feche a porta, por favor. – forcei um sorriso e esperei até que a Sargento atendesse ao meu pedido.

Outra pessoa em seu lugar já estaria desconfiada e provavelmente se perguntando sobre o que se tratava, mas com Brooke era diferente, ela aparentava extrema confiança em qualquer situação ordenada por mim.

– Eu não poderia estar falando sobre isso com você, mas preciso que me faça um enorme favor. – meu tom de voz era quase inaudível, apenas o suficiente para que ela me ouvisse perfeitamente.

Ally assentiu e fixou seus olhos castanhos em mim repletos de atenção. Eu estava prestes a quebrar parte do meu juramento militar e até poderia ser presa ao expor, mesmo que superficialmente, informações de uma missão sigilosa. Mas, desde que Camila entrara em minha vida, passei a me importar menos com coisas que sempre ocuparam todo o espaço da minha vida. A jornalista havia modificado tudo à minha volta, quase que sem querer.

– Estou sendo enviada ao Iraque. – disse direta e rapidamente, esperando que ela expressasse surpresa, mas não o fez. – Não sei o que farei lá, nem por quanto tempo ficarei, mas eu preciso que faça algumas coisas por mim aqui na base. Eu preciso, por favor, que tome conta de Camila.

Há alguns meses eu não teria essa atitude, não me sentiria confortável em expor minhas preocupações e medos, principalmente acerca de outra mulher.

Brooke bateu os dedos na mesa, e trincou os dentes antes de respirar profundamente.

– Eu sinto muito, Lauren... Mas não posso. – Ally deu de ombros, antes de mover as pernas embaixo da mesa. – Querem que eu vá também.

Suas palavras me pegaram de surpresa, eu não fazia ideia de que seria acompanhada por outra oficial da base, muito menos por Allyson. Depois de mim, ela era a médica com maior qualificação. Era ilógico enviar nós duas para o Iraque, não fazia o menor sentido. Mas nada naquela base havia feito sentido ultimamente.

– Por que você não me contou? – perguntei.

– Eu soube há alguns minutos e você entende, não é? Missão sigilosa. – ela deixou o corpo cair contra a cadeira, desfazendo sua postura.

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