Sam mergulha baixo no céu à noite, rumo ao Castelo de Arundel. Ele fica exatamente onde Sam
havia pressentido, e ele consegue sentir a forte presença de Polly ali. Ele sente Polly em perigo, e a
sensação percorre todo o seu corpo; ele fica surpreso pela intensidade com que tinha sido afetado.
Ele fica surpreso ao reconhecer o quanto sente por Polly, quase como se ela fosse uma parte dele.
Inicialmente, ele havia sentido raiva, ciúmes, e ficado ressentido ao ouvir que ela tinha partido
com Sergei. Ele tem dificuldade em aceitar isso, e a princípio acredita que aquilo só pode significar
que ela ainda tem sentimentos por ele.
Mas quanto mais ele pensa a respeito, mais ele sente seus verdadeiros sentimentos de angústia,
mais ele começa a perceber que talvez seja outra coisa. Que talvez ela tenha sido enganada, ou
capturada.
Sam tinha ficado nervoso por deixar Caleb e Scarlet sozinhos com Lily, mas ele argumenta que
estaria de volta em apenas algumas horas, que eles estariam a salvo, e que a vida de Polly estava
certamente em perigo imediato.
Sam aterrissa no pátio interior de Arundel e fica parado, com os dois pés plantados no chão. Ele
olha em volta com cautela em todas as direções. O castelo parece calmo, vazio. O noite de setembro
é mais fria, e uma brisa gelada sobe do fosso.
Este castelo é um lugar estranho, em forma de ferradura, com gramado circular no meio e uma
colina na outra extremidade. A construção de pedra está iluminada apenas por tochas, espalhadas ao
longo de todo o exterior. Ele pode sentir o perigo de longe.
"POLLY!" Sam grita.
Sua voz ecoa pelas pedras.
Sam se vira, escolhe uma porta, e corre direto para ela. A porta é de madeira sólida e parece ter
trinta centímetros de espessura, mas ele não desacelera. Ele salta no ar, usando toda sua força
vampira, e chuta a porta com os dois pés. A porta é arrancada das dobradiças, e Sam corre para
dentro do castelo.
Sam corre pelos corredores de pedra vazios, gritando o nome de Polly. Ele pode sentir o perigo
que ela corre, e percebe que ele tinha feito a escolha certa indo até ali.
"POLLY!" Ele grita de novo, virando mais um corredor.
Ao entrar em uma grande sala, de repente, as portas se fecham ao seu redor. São portas de prata,
e quando Sam gira sobre os calcanhares, ele vê que há uma dúzia delas, fechadas, cada uma, por um
vampiro. Todos os vampiros são mulheres, todas com armas mortais e encarando Sam de frente.
De pé no centro da sala está Sergei. Ele olha para Sam com um sorriso vitorioso no rosto.
"Sua Polly agora é meu brinquedinho," ele fala. "Uma escrava para mim. Como todos os outros
aqui. Ela vai estar a meu serviço pelos próximos mil anos."
Sam podia sentir sua raiva aumentando, subindo pelas suas veias. Mas ele não tenta suprimi-la
desta vez. Em vez disso, ele deixa que o ódio ferva e borbulhe, deixa que ele se intensifique cada vez
mais, sentindo-se a ponto de explodir. Ele quer explodir, quer desencadear uma fúria diferente do
que Sergei já tinha visto.
"Ela foi estúpido o suficiente para me ouvir," diz Sergei, "não apenas uma vez, mas duas. E
agora, ela pagou o preço. Assim como você, e sua irmã."
Sergei assente sombriamente, e as dezenas de mulheres vampiras cercam Sam por todas as
direções, empunhando suas armas - enormes machados, clavas, lanças e espadas longas.
A raiva de Sam finalmente atinge o ápice, e quando elas o atacam, ele pula no ar, mais alto do
que todas elas, e enquanto voa, Sam estende a mão e agarra os eixos de todas as suas armas. Ele voa
no ar, segurando as armas, e removendo cada arma de cada vampiro enquanto passa. Então, quando
ele alcança a última vampira, ele agarra o enorme machado de batalha de prata da mão dela sua mão,
e voa direto para Sergei.
Os olhos de Sergei se arregalam. Antes que ele possa reagir, Sam voa a toda a velocidade, rumo
a Sergei, e balança o machado com força.
É um golpe limpo. Dentro de uma fração de segundo, Sam decapita Sergei, e sua cabeça rola para
longe enquanto seu corpo cai no chão.
É como se um feitiço tivesse sido quebrado. De repente, as dezenas de vampiras, que até alguns
segundos antes tinham sido suas inimigas, agora parecem ter sido libertadas de um transe. Eles se
afastam de Sam, e vagam pelo quarto, consolando umas às outras. Sam pode ver em seus olhos e em
suas expressões, que já não são hostis a ele.
"Por favor, perdoe-nos," uma deles implora. "Nós nunca quisemos prejudicá-lo."
"Onde está a Polly?" Pergunta Sam.
Uma das vampiras se adianta.
"Vou levá-lo até ela."
Ela corre e tira um conjunto de chaves do bolso, para destrancar o portão de ferro.
Mas Sam não tem tempo a perder. Ele se adianta, arrancando a enorme porta de suas dobradiças
com ambas as mãos, e a joga para o lado. A garota olha para ele, chocada.
"Qual o caminho?" Ele pergunta.
Ela aponta, com a mão ainda tremendo, para um corredor.
Sam segue pelo corredor, e começa a ouvir a voz de Polly, gritando e batendo atrás de uma porta.
Ele para diante dela.
"Afaste-se!" ele grita.
Em seguida, ele se inclina para trás e chuta a porta, arrancando-a de suas dobradiças. Ele corre
para dentro da cela de pedra, e encontra Polly ali, tremendo e chorando.
Ela corre para seus braços, e o abraça com força.
Ele a abraça de volta.
"Sam," ela diz. "Eu fui tão estúpido. Obrigada. Obrigada. Você salvou minha vida."
Ela o abraça com mais força ainda, e ele retribui o gesto. Ele não pode deixar de notar como é
bom tê-la em seus braços.
E que nunca mais quer se afastar dela.
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Comprometida
VampireA Londres de 1599 é um lugar selvagem, repleta de paradoxos: enquanto por um lado é uma época extremamente esclarecida e sofisticada, produzindo escritores como Shakespeare, por outro lado, é também um período cruel de torturas e empalhamentos. É ta...
