Capítulo 1

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"Vem, gentil noite, vem noite amorosa de escuras sobrancelhas,

Restitui-me o meu Romeu, e quando, mais adiante, ele vier a morrer,

Em pedacinhos o corta como estrelas bem pequenas,

E ele a face do céu fará tão bela

Que apaixonado o mundo vai mostrar-se da noite,

Sem que o sol esplendoroso continue a cultuar."

--William Shakespeare, Romeu e Julieta



Londres, Inglaterra

(Setembro, 1599)

Caleb acorda ao som de sinos.

Ele se senta e olha ao seu redor, respirando profundamente. Ele havia sonhado com Kyle, a

persegui-lo, e com Caitlin, estendendo a mão para ajudar. Eles estavam em um campo repleto de

morcegos, contra um sol vermelho-sangue, e tinha lhe parecido bastante real.

Agora, ao olhar ao redor do quarto, ele tenta descobrir se tudo tinha sido real, ou se ele estava

realmente acordado e viajado no tempo. Após alguns segundos ouvindo sua própria respiração,

sentindo a umidade fresca no ar, e ouvindo o silêncio, e seu próprio coração, ele percebe que tinha

sido tudo um sonho. Ele estava realmente acordado.

Caleb percebe que ele está sentado dentro de um sarcófago aberto. Ele olha ao redor da sala

cavernosa e mal iluminada vê que está repleta de sarcófagos. Há um teto arqueado e baixo e fendas

estreitas no lugar das janelas, por onde entra uma quantidade mínima de luz solar. É apenas o

suficiente para ele enxergar. Ele fecha os olhos por causa da luz, coloca a mão no bolso e pega o

colírio, pingando-o em seus olhos. Aos poucos, a dor diminui, e ele relaxa.

Caleb pula e fica em pé em um único movimento, girando o corpo para ver ao redor da câmara,

avaliando todas as direções. Ele ainda está na defensiva, não quer ser atacado ou cair em uma

armadilha emboscada antes que ele tenha a chance de se orientar. Mas não há nada, e ninguém, no

quarto. Apenas o silêncio. Ele nota os antigos pisos de pedra, as paredes, o pequeno altar e cruz, e

percebe que ele está na cripta subterrânea de uma igreja.

Caitlin.

Caleb dá mais uma volta pelo quarto, em busca de qualquer sinal dela. Ele sente uma sensação de

urgência, enquanto corre para o sarcófago mais próximo dele. Com toda a sua força, ele empurra a

tampa.

Seu coração se enche de esperança de encontrá-la. Mas ele fica decepcionado ao descobrir que

ele está vazio.

Caleb corre pela sala, indo de um sarcófago ao outro, empurrando todas as tampas, mas eles

estão todos vazios.

Caleb sente uma sensação crescente de desespero ao empurrar a tampa do último sarcófago no

quarto, com tanta força que ela cai no chão e se quebra em um milhão de pedaços. Mas ele já

ComprometidaOnde histórias criam vida. Descubra agora