"- Porra, eu não deveria querer tirar sua roupa agora mesmo, devia? - ele sussurra
- Meu medo te excita, Willy?
- Oh querida, não imagina quanto."
𝒰m amor proibido, entre duas pessoas proibidas.
ℳadelyn Audore, uma assassina famosa, em toda a Amé...
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"Okay, okay, dirty habits well you Don't say, you don't say I got dirty in my own veins, Cobain Try to stop me, I'm like no way, no way, yeah" - OKAY - Chase Atlantic.
Madelyne Audore
Tudo em minha volta girava sem parar, era pura coincidência, não era? Quero dizer, impossível o homem da minha vida ter feito algo como tal.
O ar se prende em minha garganta, encaro o homem na minha frente como se fosse um desconhecido agora, o seu rosto entregava tudo ao se aperceber do erro que o havia entregado.
— William — chamo.
A atenção de seu olhar não desvia de meu rosto por um único segundo.
— Como você sabe de meu irmão? — A essa altura, olhar pra ele parecia doloroso.
— Madelyn, me escuta, não é oque parece —
Eu o ouço, mas palavra nenhuma de defensória parece apagar o desprezo e raiva que sinto em minha alma neste momento.
Eu queria mata-lo, fazê-lo pagar como prometi a meu irmão que faria assim que o descobrisse, mas uma pequena parte de mim recusava-se a admitir que o homem que fazia meu olhar brilhar e o meu coração palpitar teria feito uma coisa desse tipo.
Lágrimas enchem meus olhos, a raiva queimava pelo meu peito e subia pela minha garganta, me consumindo aos poucos, enquanto a lembrança de meu irmão naquele dia preenchia qualquer espaço da minha mente.
O mundo parecia ter parado por completo embora minha cabeça girasse sem parar.
Mesmo sem notar, já estava a hiperventilar, a ansiedade do desespero parecia tirar um pedaço de mim de cada vez. Um processo lento demais para a maneira como eu estava acelerada.
— Não é o que parece? — cuspi, como se cada palavra incendiasse e arranhasse minha garganta.
— então me diz, William, oque é se não é o que parece? — minha visão apenas capturava dor, capturava apenas a minha dor, as palavras saiam incompletas.
— Madelyn.. eu.. — Ouço, a voz rouca de William atinge meus ouvidos. O tom suplicante dele, como se tivesse medo de partir algo já rachado.
O seu rosto estava pálido, branco, os seus olhos escuros, mas não de desejo.
— Eu.. eu não sabia que ele era.. — As palavras pareciam lutar contra sua língua, evitando qualquer frase completa.
— Eu sei que sou um monstro, mas peço, tenta entender o meu lado, mad — Ele implora, era doloroso vê-lo no meio do chão, um homem naquele estrago.
Mas mais doloroso ainda era a vingança que se acendia no meu peito. A vingança que agia como brasas prontas a acender.
Me preparava para oque quer que eu fosse tentar fazer, até luzes brilhantes aparecerem atrás de mim e um braço forte me puxar por uma saída daquela sala.
Seja oque for que fosse acontecer daqui pra frente, essa conversa não estava acabada.