Capítulo 29

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"Okay, okay, dirty habits well youDon't say, you don't sayI got dirty in my own veins, CobainTry to stop me, I'm like no way, no way, yeah" - OKAY - Chase Atlantic

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"Okay, okay, dirty habits well you
Don't say, you don't say
I got dirty in my own veins, Cobain
Try to stop me, I'm like no way, no way, yeah" - OKAY - Chase Atlantic.

Madelyne Audore

Tudo em minha volta girava sem parar, era pura coincidência, não era? Quero dizer, impossível o homem da minha vida ter feito algo como tal.

O ar se prende em minha garganta, encaro o homem na minha frente como se fosse um desconhecido agora, o seu rosto entregava tudo ao se aperceber do erro que o havia entregado.

— William — chamo.

A atenção de seu olhar não desvia de meu rosto por um único segundo.

— Como você sabe de meu irmão? — A essa altura, olhar pra ele parecia doloroso.

— Madelyn, me escuta, não é oque parece —

Eu o ouço, mas palavra nenhuma de defensória parece apagar o desprezo e raiva que sinto em minha alma neste momento.

Eu queria mata-lo, fazê-lo pagar como prometi a meu irmão que faria assim que o descobrisse, mas uma pequena parte de mim recusava-se a admitir que o homem que fazia meu olhar brilhar e o meu coração palpitar teria feito uma coisa desse tipo.

Lágrimas enchem meus olhos, a raiva queimava pelo meu peito e subia pela minha garganta, me consumindo aos poucos, enquanto a lembrança de meu irmão naquele dia preenchia qualquer espaço da minha mente.

O mundo parecia ter parado por completo embora minha cabeça girasse sem parar.

Mesmo sem notar, já estava a hiperventilar, a ansiedade do desespero parecia tirar um pedaço de mim de cada vez. Um processo lento demais para a maneira como eu estava acelerada.

— Não é o que parece? — cuspi, como se cada palavra incendiasse e arranhasse minha garganta.

— então me diz, William, oque é se não é o que parece? — minha visão apenas capturava dor, capturava apenas a minha dor, as palavras saiam incompletas.

— Madelyn.. eu.. — Ouço, a voz rouca de William atinge meus ouvidos. O tom suplicante dele, como se tivesse medo de partir algo já rachado.

O seu rosto estava pálido, branco, os seus olhos escuros, mas não de desejo.

— Eu.. eu não sabia que ele era.. — As palavras pareciam lutar contra sua língua, evitando qualquer frase completa.

— Eu sei que sou um monstro, mas peço, tenta entender o meu lado, mad — Ele implora, era doloroso vê-lo no meio do chão, um homem naquele estrago.

Mas mais doloroso ainda era a vingança que se acendia no meu peito. A vingança que agia como brasas prontas a acender.

Me preparava para oque quer que eu fosse tentar fazer, até luzes brilhantes aparecerem atrás de mim e um braço forte me puxar por uma saída daquela sala.

Seja oque for que fosse acontecer daqui pra frente, essa conversa não estava acabada.

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⏰ Última atualização: Jul 12 ⏰

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