FINALLY

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Falei que ia sair já já, só não disse quanto tempo ia demorar. Isso é um agrado, tá? Me agradeçam. De nada, obrigada.
(Vai acontecer um grande passo na relação das duas bonitinhas aqui, tá? Então se preparem)
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(POV NARRADOR)

Ariana tinha combinado de encontrar Billie assim que o sinal da saída tocasse, às 13h30, na frente da escola. Como a última aula havia sido liberada mais cedo por causa da ausência da professora, ela decidiu esperar sentada nos bancos da pequena quadra de basquete que ficava em frente ao colégio. O sol da tarde batia fraco no chão pintado da quadra, enquanto alguns alunos ainda matavam tempo antes da saída oficial.

Ela mexia distraidamente no próprio gesso, observando o movimento ao redor, mas os olhos sempre voltavam para o portão principal. Estava ansiosa. Não apenas para finalmente tirar o gesso, mas porque Billie insistira em acompanhá-la na clínica, como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo.

Quando o sinal finalmente tocou, a escola explodiu em vozes, passos e mochilas batendo umas nas outras. Uma multidão começou a atravessar os portões de uma vez, como uma enchente de uniformes. Ariana se levantou levemente do banco, procurando o cabelo loiro familiar entre os alunos.

Nada.

Seu sorriso diminuiu aos poucos.

Talvez Billie tivesse desistido. Talvez tivesse cansado daquela rotina de acompanhar Ariana para todo canto. Ou talvez simplesmente tivesse ido embora sem avisar.

Ela soltou um suspiro curto e pegou a mochila do banco ao lado, pronta para sair sozinha, quando ouviu uma voz baixa atrás dela:

— Procurando alguém, Butera?

Ariana virou tão rápido que quase perdeu o equilíbrio. Assim que viu Billie parada ali, com aquele sorriso torto e as mãos nos bolsos do moletom escuro, sentiu o peito aliviar de uma vez.

— Billie!

Sem pensar duas vezes, ela praticamente se jogou nos braços da loira. Billie a segurou firme pela cintura, soltando uma risada abafada enquanto Ariana se agarrava nela como se não a visse há dias.

— Achei que você tinha ido embora. — Ariana murmurou, ainda abraçada ao pescoço dela. — Achei que tinha desistido de vir comigo.

— E perder a oportunidade de ver você reclamando na clínica? Nunca. — Billie respondeu divertida.

Ariana revirou os olhos, mas o sorriso continuava enorme. Então levantou o braço engessado entre elas.

— Olha isso. Eu consigo mexer quase normal agora. Acho que finalmente vou me livrar dessa prisão de cimento.

Billie segurou o braço dela com cuidado imediato, o cenho franzindo num reflexo automático.

— Para de mexer desse jeito, Ariana. Vai que piora e você fica mais um mês com isso.

— Você fala igual uma senhora de cinquenta anos.

— E você age igual uma criança de oito.

Ariana riu baixinho.

Billie pegou a mochila dela sem nem pedir e começou a andar em direção ao estacionamento.

— Vamos. Eu trouxe o carro hoje. Não tô deixando você andar até a clínica nesse calor infernal.

Ariana acompanhou os passos dela quase automaticamente. Em algum momento, as mãos das duas se encontraram no caminho e ficaram juntas como se aquilo já tivesse virado hábito. Alguns alunos olharam enquanto passavam, cochichando entre si, mas nenhuma das duas parecia se importar mais.

The Lost LoveHistórias para pegar e não largar. Descubra agora