No século em que Min Yoongi - um escritor de sucesso - vive, é comum os mais diversos artistas procurarem inspiração em substâncias, muitas vezes, alucinógenas. Pertubado por um bloqueio criativo irremediável, o escritor se vê abalado. Em meio a sua...
olá, fadinhas!! eu percebi que o último capítulo foi postado ANO passado, e não uns três meses atrás como eu pensei sdfsldkfjs peço perdão pela demora, eu não tenho noção nenhuma de tempo, e ultimamente menos ainda. enfim, eu dei o meu melhor para esse capítulo sair, acho que ele não está tão interessante, mas prometo que em breve a coisa começa a ficar mais agitada <3 não sei se ainda tenho leitores depois de tanto, mas aqui estamos
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Calor.
Foi a primeira coisa que Yoongi sentiu quando seus olhos lutaram para se abrir, um calor suave se espalhando lentamente por seu corpo. Só isso não era incomum — ele frequentemente esquecia de fechar a porta da varanda e acabava acordando com a luz do sol inundando sua cama.
Mas, dessa vez, o calor não vinha do sol.
Vinha de Jimin — encolhido bem junto a ele, as asas envolvendo-o como um casulo; as bochechas gordinhas e rosadas no travesseiro, fios dourados de cabelo caindo delicadamente sobre seus olhos fechados. Só aquela visão fez um sorriso surgir nos lábios de Yoongi, encantado demais até para respirar mais alto.
Ele ficou assim por um longo tempo, absorvendo cada detalhe de Jimin adormecido: o subir e descer constante de sua respiração calma, o modo sutil como suas asas se agitavam de vez em quando, as escamas refletindo a luz fraca que passava pelas cortinas. Ele notou, também, a suavidade da pele de Jimin — sem marcas, macia, carregando um calor silencioso, quase frágil.
Tudo na fada o deixava inquieto. Ele nunca havia sentido tanto por alguém quanto sentia por Jimin.
— O que você fez comigo, hein? — ele murmurou, esticando a mão para afastar a franja dos olhos de Jimin. As pontas de seus dedos tocaram a testa da fada com tanta reverência, dando o melhor de si para não acordá-lo de seu sono. — Eu queria que esse momento nunca acabasse...
Ele hesitou por mais um momento, então, silenciosamente, puxou o cobertor para cobrir os ombros de Jimin. A fada não se moveu — apenas soltou um suspiro suave, as asas contraindo levemente e quase de maneira sonolenta antes de se aquietarem novamente. Yoongi sorriu para si mesmo e escorregou para fora da cama, o frio do chão matinal em um contraste agudo com o calor que acabava de deixar para trás.
Ele vestiu a calça mais próxima, os dedos um pouco desajeitados por conta da falta de vontade de sair do quarto. Mas, tendo decidido preparar um café da manhã digno de Jimin, Yoongi não podia se dar ao luxo de preguiça por muito tempo.
Ele saiu para o corredor, fechando suavemente a porta do quarto atrás de si, e desceu a escada de madeira a passos leves. A casa ainda estava meio adormecida, silenciosa, exceto pelos rangidos fracos que sempre acompanhavam as primeiras horas do dia.
Na metade da escada, uma pequena sombra entrou em vista.
— Bom dia, Geom — Yoongi sussurrou.
O gato preto piscou para ele, soltando um miado interrogativo, e se esfregou na canela de Yoongi, a cauda erguida com orgulho.