Chapter Twenty - present

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"Sinta a fúria chegando
Será que somos irmãs se esgotando?
Nenhum lugar para correr de todo esse estrago
Nenhum lugar para se esconder de toda essa loucura, loucura, loucura
Loucura, loucura, loucura."

Madness - Ruelle

Acordo com um barulho alto que me faz despertar em um salto, completamente alerta

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Acordo com um barulho alto que me faz despertar em um salto, completamente alerta. Olho ao redor, confusa, e encontro meu quarto mergulhado na escuridão, iluminado apenas pela luz prateada da lua que atravessa a janela e clareia parte do ambiente. Sento-me na cama, pego meu celular, que estava carregando na mesinha ao lado, e, ao ligar a tela, meus olhos ardem com a claridade repentina. Semicerrando as pálpebras, vejo que são duas e cinquenta e cinco da manhã. Guardo o celular e me jogo de volta no travesseiro, tentando voltar a dormir.

Estou quase pegando no sono novamente quando outro barulho ecoa pela casa. Dessa vez, é ainda mais alto, e consigo perceber que veio do andar de baixo. No início, fico tensa, mas logo relaxo.

Imagino que seja minha mãe. Sempre que acordo com algum barulho durante a madrugada, normalmente é porque ela está lá embaixo pegando água. Mesmo assim, obrigo-me a sair da cama para verificar se está tudo bem. Pego meu celular, ligo a lanterna e saio do quarto, caminhando pelo corredor escuro. Desço as escadas devagar.

- Mãe? - chamo, terminando de descer os últimos degraus enquanto sigo em direção à cozinha.

Franzo as sobrancelhas ao perceber que nenhuma luz está acesa. Normalmente, minha mãe sempre acende as luzes quando vai até a cozinha.

- Mãe? - chamo novamente e, mais uma vez, não obtenho resposta. - Merda.

Ninguém pode ter entrado. Meu pai instalou câmeras e alarmes por toda a casa, há até mesmo um na janela do meu quarto. É impossível que alguém tenha conseguido entrar aqui. Caminho mais rápido até a cozinha e, assim que entro, acendo a luz. Não há absolutamente nada. Respiro fundo. Devo estar com tanto sono que provavelmente estou ouvindo coisas.

Apago a luz novamente e volto em direção às escadas. Assim que piso no segundo degrau, ouço algo atrás de mim. Um som rígido, arrastado, que desperta uma sensação agoniante. Meu coração acelera instantaneamente. Viro-me rapidamente e aponto a lanterna na direção do barulho. Solto um grito assustado e pulo para trás, quase caindo, mas consigo me apoiar na parede.

Tento recuperar o fôlego e permaneço em alerta.

É ele.

Ele está ali novamente, usando sua máscara e segurando a faca, cuja lâmina risca lentamente um quadro pendurado na parede. Um quadro com toda a minha família: eu, minha mãe, meu pai e Amélia.

Ele permanece imóvel, sem dizer uma única palavra. Apenas me encara, como se esperasse pacientemente
pela minha reação.

Engulo em seco. Minha respiração já sai trêmula, e minhas mãos parecem completamente fora de controle, tremendo sem parar. Levanto lentamente o pé direito e subo um degrau com cautela. Ele percebe o movimento e dá um passo à frente.

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⏰ Última atualização: Jun 28 ⏰

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