Capítulo dezoito - Doce sexo

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                Thiago não comentou muito sobre seu pai comigo, mas o suficiente pra que eu soubesse que eles não se davam bem a bastante tempo.

O que me intriga é o fato de o chamarem de Lito, nunca se quer ouvi alguém mencionar esse nome a ele, sem ser seus pais. E depois de mulher, me considero a fã numero 1 dele.

Deixo que Thiago fique conversando com seu pai enquanto sua mãe me acompanha até o andar superior. A casa é perfeita em todos os detalhes, desde o corrimão das escadas que é de um material cor de ouro, aos quadros bem coloniais preços em boa parte das paredes, junto a pequenos jarros de vidro com flores sobre uma coluna grega elegante.

Eu pensava que casas no campo, eram bem mais simples. Só que estava enganada.

Subimos a escadas e entramos em um corredor, com aproximadamente quatro portas de madeira em um dos lados da parede, enquanto o outro se exibia com varias fotos de família, entre elas, uma preto e branco como se fosse tirada a séculos, do Thiago com uma roupa de soldado enquanto seu lábio estava ferido. Provavelmente tinha aprontado alguma coisa naquela semana.

Quando me dei conta, Darlene já estava abrindo uma porta solitária que se encontrava no fim do corredor. Ela abriu a porta lentamente e disse:

- Espero que goste do tamanho, não é muito coisa, porém até vocês se casarem acho que pode ajudar.

Darlene era muito simpática, e acima de tudo fazia o possível pra me ajudar. Ela nunca foi de aparecer muito em reportagens com o filho, muito menos o pai de Thiago, provavelmente não gostam muito de câmeras.

Se isso muita coisa que ela podia fazer por mim, imagina o máximo. O quarto é imenso, com uma cama de casal que parece mais um castelo com cortinas sobre ela. Uma porta se encontra no canto, provavelmente o Closet e a outra a suíte. As cortinas em cada um dos lados da parede da cama voavam de uma forma elegante, dando para o lado de fora – uma sacada. Que guardo incrível.

- Nossa – é a única coisa que consigo dizer.

- Se precisar de alguma coisa, basta dizer. Nada de ficar com vergonha – sorriu educadamente. – Daqui a alguns segundos peço para alguém trazer suas malas pro quarto.

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ouso o barulho de alguma coisa se chocando no chão.

- Provavelmente alguma coisa caiu – ela diz tentando me acalmar.

Sei exatamente que não foi isso que aconteceu.


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