Sexta-Feira, 10 de Novembro de 1994... (JESSY)

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Uma tropa de policiais estiveram aqui hoje. Eles investigaram e revistaram cada centímetro da velha estação. Mas graças aos meus dotes, nenhum deles sequer viu, ou ouviu o Paul. Tive que nos esconder praticamente o dia inteiro.

Mas agora, está tudo tranquilo. Os policiais foram embora e já posso andar livre pela estação.

O Paul gritou o tempo todo. Eu cansei de dizer pra ele que ninguém iria ouvi-lo, mas ele não desistiu. Ele só se calou quando os policiais se foram.

Tive que punir o Paul pela sua tentativa frustrada de pedir ajuda. Então, cortei dois dedos de sua mão esquerda... Era com essa mão que ele apertava a minha bunda. Agora, ele vai ter sorte de não morrer de infecção.

Enquanto limpo o sangue de minhas mãos, Paul pronuncia algumas palavras. Vou para mais perto dele para poder ouvir melhor.

   - Mariana... Foi a Mariana...

   - O que foi a Mariana? - Pergunto curiosa.

   - Foi a Mariana... Ela me convenceu a fazer isso...

   - A fazer o quê, Paul?

   - Eu não devia ter ouvido ela... Mas eu estava vulnerável...

   - Pare com isso. Fale logo a verdade. O que ela te convenceu a fazer?

   - Ela me convenceu a matar você.

Diário De Uma AssassinaOnde histórias criam vida. Descubra agora