Mas mesmo assim me respondeu.
- Eu fui lá porque eu quis, não se meta na minha vida. - Ele me falou de um jeito ignorante, o que me assustou um pouco. - Desculpa, é o momento.
- Ata. - Falei sem hesita-lo.
O policial "conhecido" chegou e falou:
- Mocinhas vocês vão ter que depor. - Nós estávamos soluçando um pouco ainda. A rua então começou a tumultuar. Então percebo que a mãe e pai do Diego vem correndo ver o filho morto, - Alguém deve ter ido falar. - . Eles tão sentaram perto do corpo do filho, gritando e chorando. "Nãoooo!!! Isso não aconteceu com ele, nãoo!!!" Ela gritava desesperadamente, sendo aparada pelos policiais, que os tiraram de perto do defunto (sei lá, acho essa palavra engraçada). Então ela me avistou e correu até mim, seu marido também. "Isso é tudo sua culpa sua putinha, se não fosse por você ele não tinha morrido sua desgraçada." Mas aquilo não era culpa minha, ele e a Deby que tiveram a ideia. "Cala a boca, não fale o que não sabe, sua... sua... sua hipócrita e 'putinha' é você" era o que eu queria falar. Mas simplesmente saiu um "Desculpa". Então voou em cima de mim pra me bater, mas o marido a segurou, contendo-a. Ele levou aquela louca pra longe de mim. O policial chegou e falou:
- O que deu nela? - Eu estava chorando de mais pelo acontecido. - Se não quiser responder não precisa. - Completou.
- N-Não pode d-deixar eu r-respondo. - Falei soluçando. - Ela falou que isso que tava acontecendo era tudo culpa minha, mas não era. - Comecei a chorar. Limpei minhas lágrimas. - Ela queria me bater.
- Nossa! - Ele falou surpreso.
Percebi ao fundo da rua minha mãe vindo correndo em minha direção.
- Você está bem me amor? - Ela começou a revistar por inteiro. - Filha fala! Meu deus você está muda! - Ela abriu minha boca. - Fala meu amor.
- Eu to bem mãe, relaxa. - Disse entre soluços.
- Não está não! Fala logo meu amor o que você tem. - Falou desesperadamente.
- Tô mãe. - Gritei impaciente. Tô ótima.
- Tem certeza?
- Tenho!
A ambulância chegou e levou o corpo os pais foram juntos. Os pais de Deby chegaram e levaram-na pra casa. Eu fiquei lá sentada na calçada, com minha mãe e Diego. Diego falou alguma coisa e então minha mãe disse:
- Seu namorado filha? - Acho que ela falou pra descontrair.
- Não né mãe, eu em que pergunta. Inconveniente. - Eu fiquei vermelha acho.
- Ata sei.
- Mas quem sabe um dia nós namoramos... - Falou Diego sorrindo, que sorriso lindo, ele parecia o coringa ♥.
- Hey! Mas respeito eu te conheci hoje. - Falei indignada. Ele fez um olhar seduzente, mas não falou nada.
- Filha já está tarde, vamos pra casa. - Era umas 18 horas, ela olhou pra Diego. - Você quer jantar lá em casa garoto.
- Mãe! Ele é um estranho, conheci ele hoje. - sussurrei.
- Ele não parece ser um pessoa errada. - Ela sussurrou de volta. - Mas afinal, onde vocês se conheceram. - Ela questionou. Mas ela falou pra ele ouvir.
- Ah, é... - Eu o cortei e falei.
- Ele presenciou o acidente, e ficou com a gente até a ambulância chegar. - Eu olhei pra ele e ele assentiu.
- Então você a ajudou, vamos lá eu faço uma comida bem gostava. - Ela insistiu até que ele cedeu. - Vamos então, e bem perto.
[...]
Chegamos, todos nós entramos. - Meu pai devia estar trabalhando, ele sempre chegava bem tarde. - Minha mãe votou o filme mama pra gente assistir. - Ela amava terror igual eu, foi com ela que eu aprendi a gostar do gênero.
- Nossa, eu amo terror. - assenti e continuamos a ver o filme.
Minha mãe fez a janta e chamou a gente pra botar nosso prato. Botamos, estava indo pra sala, mas vi que não tinha pego o garfo, quando me virei pra pegar me deparei com uma criança ensaguentada e como uma faca na mão, eu levei um susto, porém, não gritei. Ela então escreveu no vidro que estava cheio de poeira "Socorro", eu larguei meu prato no chão quebrando-o minha mãe e Diego correu até a cozinha.
- O que aconteceu Sophia. - Ela falou observando o chão cheio de comida. Eu não falei nada, simplesmente apontei pra janela mostrando o que estava escrito.
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A Maldição das Duas Amigas [Parada]
Misteri / ThrillerHistória Parada. Motivo: Bloqueio criativo. Meu nome é Sophia Halley, e aqui vou relatar algumas coisas que aconteceu e acontecem comigo e com minha melhor amiga Débora Kaditty ( Debby). Tudo começou no dia em que a professora de história passou um...