Capítulo 12

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Lara

São 11:30 da manhã quando saímos do estúdio de tatuagem e resolvemos almoçar em um restaurante. Não gostamos muito de comer nesses lugares, preferimos qualquer porcaria gordurosa da rua. Mas D disse que hoje é um dia especial e que precisamos comemorar da melhor forma.

Estamos sentadas comendo um filé a parmegiana quando digo a ela sobre a mensagem que recebi do Murilo dias atrás.

-Porque não lê?

-Eu não sei. Medo, talvez?

Ela mexe os ombros em sinal de que não sabe.

-Eu recebi no dia em que fizeram a festa de boas vindas para mim e logo em seguida veio esse lance dele do hospital e toda a merda que a mãe dele disse.

-Mas não está curiosa para saber o que ele escreveu?

Balanço a cabeça em sinal de não enquanto tomo minha Coca.

-Curiosa não, mas com medo do que tenha escrito lá não me deixe seguir em frente como eu resolvi a parti de hoje.

-Tem sentido.

Em seguida ela diz.

-Que tal trocar de número?

Penso por alguns segundos e a respondo que sim.

-Vamos fazer um brinde!

Diz ela toda animada me fazendo sorrir.

-Vamos. A que?

-A você lesada... A Rebelle Fleur...

D levanta uma taça e toca a minha.

-Tim... Tim...

Brindamos com a nossa Coca-Cola e começamos a rir.

Terminamos o nosso almoço e ela me convence a ir ao Shopping comprar roupas novas para a noites de Rock no bar.

Entramos e saímos em várias lojas provando todos os tipos de saias, vestidos e bermudas curtas. D sempre adorou comprar roupas curtas e salto alto e já eu prefiro calças jeans e tênis. Sempre que vamos às compras é uma briga sem fim. Eu saio com alguns pares de tênis e ela com salto alto, que para a minha felicidade nós duas calçamos o mesmo número, então eu não preciso compra-los, apenas uso os dela que reclamando ou não acaba me emprestando.

Colocamos nossas compras no banco de trás e seguimos para o salão da Dona Lívia.

-Não acredito que mesmo depois de tantos anos sem fazer tratamento, esse cabelo continua lindo e maravilhoso?

Diz Dona Lívia abraçando-me.

-Vez ou outra eu aparava as pontas e tratamento? Não confiava em ninguém, apenas em você.

-A minha proposta de compra-lo ainda está de pé.

Sorrio.

-Melhor a senhora conseguir outro cabelo, porque o meu ficará lindo e maravilhoso na minha cabeça.

Digo eu sentando quando ela começa a lavar meu cabelo. Depois de algumas horas D e eu estamos a caminho de casa com os cabelos arrumados e com as partes do corpo ardendo pra caralho.

-Eu não sei que paranoia é essa a sua por ser viciada em depilação. E pior, eu não sei por que eu ainda pego corda e faço o mesmo. Prefiro fazer isso a cada dois dias do que sentir toda essa dor.

-É costume, Lara.

-E desde quando você tem esse costume?

-Desde os 15.

Rebelle FleurOnde histórias criam vida. Descubra agora