Capítulo 15

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Lara

1 mês depois.

Menos cigarro, pílulas para dormir dia sim e dia não e psicóloga apenas 3 vezes ao mês.

Cada dia que se passa, tenho a certeza de que a Rebelle Fleur está de volta.

E porque digo isso?

Porque hoje eu estou saindo para um encontro.

Encontro com o Rodrigo, o cara que derrubou o meu pão de queijo.

Ele descobriu onde eu trabalhava e esteve indo lá por um mês. Nós conversávamos pouco já que eu precisava trabalhar. Mas a sua maneira de me convencer a sair com ele foi à das melhores.

Ele sempre me aparecia com um pacote em mãos. Uma sexta foi um saco de pães de queijo, na outra semana uma caixa de chocolate das que eu jamais havia comido. Claro que a D e eu fomos pesquisar sobre aqueles chocolates e descobrimos que eles eram importados. Na outra foi uma linda rosa e está semana ele me trouxe um imenso buquê.

Mas cá entre nós... A D ria até chorar, porque ela como ninguém sabe que eu odeio rosas.

Pague-me uma tatuagem que você ganhará o meu coração!

Eu odeio gentilezas... Mas Rodrigo está sendo aquele cara gentil.

Ele tem um papo legal, adora contar piada e é mega carinhoso como a D, eu e todo o pessoal do bar podemos perceber.

Olho-me no espelho e fico na duvida se estou vestida como ele queria.

Estou calçando tênis vermelho, uma calça jeans clara, blusa branca e uma jaqueta preta.

Meu cabelo está em um rabo de cavalo, minha maquiagem é simples junto com um batom rosa.

Para mim a roupa está perfeita, mas sair para jantar com um advogado eu já não sei.

Meu celular vibra com uma mensagem.

"Estou aqui em baixo"

Encontro a D na cozinha e corro até ela beijando a sua cabeça enquanto ela bate sei lá o que na batedeira.

-Se divirta!

-Obrigada.

Hoje nós passamos o dia inteiro discutindo sobre esse encontro. D me convenceu de que eu deveria dar ao menos uma chance para ele. E mais por ela do que por mim, eu resolvi aceitar.

Ela me jogou na cara todos os presentes que ele havia me dado e que estava na hora de retribuir pelo menos o favor. Eu deixe claro que não iria por vontade própria e sim por pura pressão da sua parte.

Chegando ao estacionamento, eu o vejo com o corpo apoiado no carro, braços cruzados e uma roupa não muito diferente da minha.

Ele parece bastante bonito.

Não digo sexy, porque essa palavra fica para o meu vizinho do apartamento da frente.

-Olá.

-Você está linda.

Diz ao beijar minha mão.

-Obrigada. Você também está um gato.

Caminhamos até a porta do passageiro quando ele a abre para mim e eu entro em seu carro.

-Para onde vamos?

Pergunto assim que ele dá a partida.

-A um lugar que você vai adorar.

Em menos de 10 minutos ele estaciona o carro em um pequeno barzinho que fica do outro lado do lago.

-Dizem que aqui tem os melhores tira gostos da cidade.

Rebelle FleurOnde histórias criam vida. Descubra agora