capítulo 27

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Lara

Estou com a cabeça apoiada em seu peito, enquanto seus dedos tocam os meus cabelos suavemente.

Ja é madrugada e nós continuamos aqui... Acordados em meio à um quarto escuro e silencioso.

A chuva ainda cai lá fora...

Olho as gotas que caem sobre a janela e lembro-me de todas as vezes que os dias frios e chuvosos me fizeram chorar desde que sai de lá. Mas hoje eu a vejo e um sorriso surge em meus lábios.

Mas peço aos céus que ele esteja bem.

-Se eu disser que sinto-me um cara sortudo por ter uma bela loira de olhos verdes e dona de uma bunda escultural deitada na minha cama eu estarei parecendo um tarado?

Acabo rindo da sua pergunta.

-Se acha que pensar assim, faz de você um tarado, eu prefiro não dizer os meus pensamentos em relação a sua pessoa.

-Mas são pensamentos bons ou ruins?

-Hum... Bons.

-E estes pensamentos te faz querer algo?

-Sim...

-E será que ambos estamos querendo a mesma coisa que aconteceu à uma hora atrás?

Não respondo a sua pergunta, apenas viro-me para ele e o beijo.

***

O sol invade o quarto fazendo-me acordar.

Levanto-me da cama percebendo que estou sozinha. Vou até o banheiro e aproveito para fazer como fiz da última vez que estive aqui. Uso seu shampo para que o seu cheiro fique comigo ao longo do dia.

Visto a roupa de ontem, porém, com uma peça a menos.

Vasculho todo o quarto atrás da minha calcinha e não a encontro. Lembro-me do momento em que ele a tirou, mas pouco me importei onde ele a jogou.

Puxo a barra da saia para que eu não corra o risco de mostrar a minha garota por ai.

Abro a porta do quarto vendo que o apartamento voltou ao que era antes. Não sei que horas ele arrumou tudo isso, mas até o sofá que havia sumido está de volta no seu devido lugar.

-Café?

Olho para ele e o vejo vestindo apenas uma calça de moletom preta e um boné virado para trás.

Admiro todo o seu peitoral... Sua barriga definida e seus braços fortes.

Esse homem acaba com qualquer psicológico.

Realmente preciso de um bom café da manhã, afim de repor toda a energia gasta na noite passada.

-Sim.

-Fiz café, chá...

Sorri.

-Novas torradas e geleia. Você gostaria de algo mais?

-Isso está ótimo.

Sento-me na bancada e ficamos um de frente para o outro.

-Recebi uma ligação para estarmos no quartel esta manhã.

-Houve algum problema?

-Não. Talvez seja alguma reunião por conta da tempestade. A cidade e as estradas devem estar uma verdadeira bagunça.

-D e eu precisamos ir até o bar. Temos que ver o que foi destruido e ligar para o senhor Eduardo. Talvez ele não consiga voltar para resolver tudo, então nós teremos que nos virar sozinhas.

Rebelle FleurOnde histórias criam vida. Descubra agora