Essa rotina estava me cansando e Amanda, jurou por um fim nisso. Disse que iria revelar tudo aos pais dela e que se ele os amasse, iriam aceitar sua decisão, caso ao contrário, minha casa estaria de portas abertas para ela. Então ela saiu da faculdade, e foi direto em casa resolver isso, depois que contou tudo, foi expulsa pelo pai, a mãe de Amanda não era tão brava igual ao pai, mas acabava se deixando levar, Amanda ficou arrasada e ficou na minha casa por semanas, até que um dia Amanda sumiu, me deixando super preocupada, eu, meu irmão e os soldados já tinha mandado procurar em todos os lugares. Reviramos morro por morro e nada. Tomei coragem e fui até a casa dos pais de Amanda, cheguei desesperada e contei tudo pra eles, o pai dela, mandou fechar aeroportos, rodoviárias, embarcações, tudo...Quando a noite foi caindo recebi um telefonema, com Amanda chorando e uns cara da facção contrária junto com ela, fazendo Deus lá sabe oque. Eles queriam o morro, meu irmão e os soldados bolaram um plano. Assim que os alemoes chegaram e acreditaram tomar conta da favela, os soldados que estava escondidos pela casa, começaram a atirar, tiros certeiros nos alemoes, eu corri até a Amanda, joguei ela no chão e fomos agachadas até a casa mais próxima que era de Terezinha, lá nos abraçamos, beijamos. Ela chorou, Graças a Deus ninguém violentou ela. Assim que a barra ficou limpa, mandei reforçar a segurança nela. Os pais dela bateram lá em casa, para ver a filha e atentar levar dali, não era uma má ideia, mas ela ainda estava magoada com eles e rejeitou. Os pais dela já não me odiava tanto, até por que salvei a vida dela.
Dias passaram, e um carro passou atirando, assim que sai da academia, me atingindo de raspão na cabeça, lembro que apaguei e mais nada.
AMANDA FALANDO:
Estava em casa quando soube da notícia pelo Pv, que estava completamente desesperado, e corremos para o hospital, chegamos e ninguém nos dava uma notícia. Eu tentava acalmar Pv, mas era difícil. Até que o médico vem e diz que Joy está em um situação muito complicada, só está respirando por aparelhos e estava em coma. Essa notícia acabou comigo e com todos que estavam ali, principalmente Pv, o médico falou que fez de tudo e que agora seria com ela. Eu não tinha forças pra continuar, o que seria desses dias sem ela? Entrei na sala assim que Pv saiu, e fiquei ali conversando com ela, mesmo ela intacta, pedia pra ela não me deixar.
Passaram se os dias, as semanas e os meses. Eu já estava na casa dos meus pais, Pv não era mais de frente no morro, mas a qualquer momento poderia voltar, mas preferiu ficar com a irmã. Todos os dias eu orava, chorava e visitava Joy. Porém, ela não tinha nenhuma reação, até que quando completou 70 dias, os médicos queriam desligar os aparelhos, mas Pv deu um show e eu dei outro, então, deram mais uns dias. Me batia um apavoro só de pensar.
Certo dia, eu e Pv estávamos cada um de lado da cama, perto de Joy e ela começa a tossir, eu e Pv começamos a gritar as enfermeiras e abraçar Joy, eu nunca tinha sentido aquela felicidade antes, liguei pros meus pais e eles vieram correndo para o hospital. Assim que o médico examinou ela, todos nós podíamos entrar, aquilo parecia um sonho, todos os soldados foram lá, Pv estava feliz como eu nunca tinha visto, até meus pais estavam feliz...
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A dona do Vidigal.
RomanceAqui se passa a história de Joyce, conhecida como Joy. A irmã do dono do morro, que se apaixona por Amanda, a patricinha do Leblon. As duas vivem um história intensa, cheia de loucuras apesar de viver em mundos completamente diferentes! Venha confer...
