SÓ ALGUNS MINUTOS

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-Mas eu quero!
Estavo a ponto de gritar, eu e Jared estávamos discutindo a mais de uma hora, eu queria ir buscar o resto das minhas coisas lá na cachoeira mas ele não queria, ficava dizendo: "Peg, nós temos o suficiente e bla bla bla... ou elas nem devem mais estar la, alguém já deve ter pegado" Jared em alguns momentos me irrita profundamente
- Senhorita Hawthrow, eu não vou perde meu tempo atrás de suas coisas sendo que temos o bastante.
-Não é perda de tempo.
-É sim! A comida já deve estar estragada e você tem ótimas facas, você ainda nem uso todas.
Respiro fundo e tento me acalmar, eu e Jared já tínhamos feito as pazes e eu confiava nele até demais sendo como eu já me repeti um milhão de vezes: "Ele deve estar tentando me matar e está usando o nosso romance para patrocinadores" mas para mim isso não cola mais, eu o amo e ele sabe disso,infelizmente não se manda no coração e não se pode escolher quem se ama, então vou aproveitar todo o tempo possível que ainda temos juntos mas ... porque estamos brigando então? Deveríamos estar aproveitando.
-Tudo bem.
Ele olha pra mim e levanta uma sobrancelha
-Sério?
-Aham já cansei de briga com você.
Me aproximo de Jared e fico na ponta dos pés e o beijo, ele passa os seus braços em volta do meu corpo e retribui o beijo, ele ainda não tinha dito com todas as letras mas eu sei que ele támbem me ama afinal você sabe que uma pessoa te ama não pelo que ela fala mas pelo que ela faz e acho que já está bem claro que ele me ama, desgrudo dele e volto para a fogueira e viro as carnes, Jared se senta ao meu lado e nos serve um pouco de cada coisa, comemos em silêncio até que ouço o tiro de um canhão, olho para o lado como se fosse para verificar se ainda estava vivo, logo após o canhão Jared boceja, é estranho o modo como ele trata com tanta indiferença as mortes.
-Eu vou dormi um pouco,ok?Qualquer coisa me chama.
-Ok.
Ele beija a minha testa e sobe na árvore, e já sei que esta dormindo, agora só sobram quatro de nós a essa altura já devem ter entrevistado as nossas famílias, queria saber oque disseram, apago o fogo e guardo tudo, subo na árvore e ponho tudo perto de nós dois, fico olhando ele dormir, ele está muito mais relaxado agora consigo ver com mais facilidade aquele garotinho que me salvo do pacificador; tenho certeza que vai demorar para ele acorda, vai leva so alguns minutos  logo estarei de volta ele nem vai percebe a minha saída tiro o colar com a águia e ponho em sua mão abro a mochila e pego o conjunto de facas, desço da árvore com cuidado para não fazer barulho e acordalo e logo começo a correr, não demora muito para eu ouvir o barulho da cachoeira, me escondo e me certifico de que não tem ninguém me aprossimo e tiro a mochila de seu esconderijo e não consigo evitar pensar na morte da Anna, aquela faca cortando a sua pele... chega! Jogo os pensamentos bem no fundo da minha cabeça e penso em coisas boas como a sua risada, o Abraço de meu irmão, o biscoito da mamãe, as tardes que passei com Jared e com Nico,os comentários de Mel sinto a minha garganta queimar e meu corpo pedir por água, me agacho e faço uma concha com as mãos e bebo até que escuto uma voz, me levanto rapidamente e agarro a faca e olho envolta não vi niguem e não tem barulho, agarro a mochila e vou saindo até que escuto denovo, o meu coração acelera e consigo até ouvir o sangue batendo em meus ouvidos...
-Peggy?
Só pode ser imaginação me viro em direção a voz e não vejo ninguém, minutos se passam e nada, as folhas começam a farfalha agarro a faca com mais força e me preparo para atacar até que vejo um cabelo loiro inconfundível e Nico aparece
-Peggy?  É você?
Abaixo a arma e só fico o observando como ele entro aqui? Ele deveria estar em casa, seguro
-Nico? Oque você está fazendo aqui?como você entro aqui? Volta pra casa! Aqui é perigoso!
Ele abre o seu típico sorriso e diz
-Quantas perguntas! eu vim te levar pra casa.
-Como...
Sou interrompida por outra voz, mais folhas se mexem e minha mãe aparece, ela abre um sorriso e se aproxima, por impulso levanto a faca prestes a me defender ela levanta as mãos
-Pra que isso filha? Vem aqui, vem pra mamãe!
Os meus olhos se enchem de lágrimas e as minhas pernas começam a tremer
-Mamãe...
Sussurro tão baixo que acho que não conseguiu me ouvir, me aproximo um pouco mas paro porque meu irmão aparece, ele támbem parece feliz e abre os braços
-Vem logo Peg, deixa eu te leva pra casa!
Começo a caminhar até eles até que paro bruscamente, minha mãe estava calma demais toda vez que eu voltavo de viagem com meu pai ela gritava e corria até mim ela nunca ficaria calma e parada mesmo Eu a tendo ameaçado com uma faca, meu irmão me pegaria em seus braços e me protegeria e diria que me sai muito bem e que estava orgulhoso,Nico estaria fazendo alguma piada, ouço outro barulho e vejo Melanie ela está com um sorriso de plástica no rosto, com a sua aparição a ficha cai , Melanie estaria me dizendo como Jared é bonito e teria me perguntado se eu encontrei algum marido pra ela, recuo e vejo os rostos de meus familiares se contrairem em confusão
-Você não que ir pra casa?
Volto a minha atenção pra um Nico confuso, respiro fundo e digo com o máximo de força que consigo
-Vocês não são a minha família.
Os seus rostos mudam, os seus corpos se contorcem e se transformam em bestas, as mesmas bestas da primeira noite só que essas em suas placas tem os nomes de meus familiares e amigos, seus pelos são de cores diferentes, o meu coração acelera quando minha "mãe" ataca, não, não é a minha mãe é uma besta, a primeira besta ataca e por instinto jogo a minha faca em seu peito, ela cai se contorcendo mas logo se recupera saio correndo e vou pulando algumas pedras escorregadias que tem no rio, os bestante  vem atrás de mim quase me pegando se não fosse pelas pedras, chego na base da cachoeira e começo a escala muitas vezes perdendo o apoio dos pés ou das mãos por causa da água, os bestante tentam me seguir mas caem um em cima do outro, chega até a ser cômico e assustador ao mesmo tempo, agora sei como o garoto da primeira noite morreu, ele foi enganado assim como eu so que eu percebi o erro antes, grito de dor, olho pra baixo e vejo a minha perna sangrando, aquele troço me mordeu! Ignoro a dor e continuo a subir quando finalmente chego no topo me arrasto pra cima e me deparo com outro corpo sentado e arfando, ela se vira pra mim e me encara a minha voz sai como um sussurro em meio ao pânico
-Joana.

Jogos vorazes -Peg-Onde histórias criam vida. Descubra agora