Capítulo 5

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Capítulo 5

Luiza

O melhor beijo, a melhor pegada, a melhor sensação. Mas ele é só um amigo, ou quase isso, porque eu quero mesmo é ajudá-lo a sair da droga de vida que ele está levando! Por que ele faz isso? Tudo bem, o pai dele morreu, ele provavelmente era grudado com o pai, mas não é motivo. Não se resolve os problemas fumando, bebendo, ou fazendo qualquer outra coisa ruim. Ele precisa de ajuda e eu vou ajudá-lo.

O restante das aulas passaram rápido, notei que o Gabriel só ficava me olhando, mas disfarcei. Bateu e na saída da escola eu vi ele entrando no carro do Diogo, eles passaram por mim e pela Vic quase atropelando mesmo, faltou um dedo para não pegar na gente.

— Idiota! — eu gritei, mas não adiantou nada.

— Que merda cara! Agora que o Gabi estava voltando a ficar como antes! Droga, ele também não se toca! Eu desisto do Gabriel! De vez Luiza, de vez. Ele não merece ajuda de ninguém mesmo! — A Vic falava irritada.

— Calma cara, da um desconto né Vic... você sabe que essas coisas são difíceis.

— Difícil Lu? E toda a ajuda que a gente ofereceu pra ele? vai pra onde agora? Para o ralo! Ele deve estar indo lá para o beco e vai se drogar de novo!

— Beco? — falei pensativa.

— Não mesmo, Luiza! Eu te conheço bem, e essa cara não é boa coisa!

— Vamos pra lá, agora!

— Desiste. Não vou mesmo. Que se dane.

— Vai, Vic, vamos lá!

— Não insiste Lu, eu não vou para o beco.

— Só olhar... eu quero olhar bem para a cara dele...

— Não. Eu não vou.

— Tudo bem então. Vou sozinha. — Virei as costas e quando dobrei a esquina da escola a Vic apareceu do meu lado.

— Ué? Você vai? — perguntei parando junto dela.

— Não, vou deixar você se meter com aquele bando de maconheiros sozinha. — falou irônica.

— Ah, que fofa! Por isso você é minha best linda, eu sabia que você não ia me deixar sozinha.

— É, é. Tá bom. — ela falou ainda brava mas sorriu depois.

Dei um abraço nela e nós fomos em direção ao beco. Pelo caminho, falamos do Gabriel.

— O Gabi está sendo um idiota. Estragando toda a vida dele. — Ela falou.

— Eu sei, Vic, mas ele vai sair dessa.

— Que esperança. Eu duvido.

— Ele vai mudar.

— Lu... sério, é inútil acreditar nisso, a gente está careca de saber que drogas é mundo quase sem volta.

— Exato. Quase sem volta.

— Me diz aí, de quem você herdou essa positividade toda?

— Acho que foi do meu avô. Eu ouvi uma vez uma história dele, minha avó tinha se perdido numa mata e ele disse que não voltava sem encontrá-la, ai ele andou a noite toda no escuro correndo no meio do mato até achar ela. — contei a história que meu avô sempre me contava quando eu era criança, para me incentivar a nunca desistir daquilo que eu queria, e ser pensar que tudo daria certo.

Segure minha mão - MIC III (Completa)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora