Capítulo 37

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Capítulo 37 — Confusão na minha cabeça

Luiza

O amor de verdade supera qualquer barreira. Nem acredito que ele chegou a pensar que eu ficaria com ele por pena... Idiota. Eu o amo. Nunca faria isso.

Sexta-feira seria o primeiro dia de fisioterapia do Gabriel, eu já não estava mais no hospital, fui para a escola e fiquei com minha melhor amiga e seu namorado durante o intervalo. Quando estava saindo da escola no final da aula, Marcos veio falar comigo.

— Luiza! Você saiu do hospital! Que bom. — ele veio sorrindo.

— É. — Respondi sem olhar para ele.

— Desculpa, Lu... eu sei que a culpa foi toda minha... — ele falou de cabeça baixa.

— Não, eu não vou te culpar, eu fui a errada, não devia ter te beijado e devia ter acreditado nele antes de mais nada.

— Mas eu também errei não contando a verdade, eu podia ter evitado tudo.

— Nisso você tem razão.

— Desculpa mais uma vez... é que eu... nunca mais esqueci aquele beijo da boate... — ele disse pegando na minha mão, a recolhi rapidamente.

— Pois você precisa esquecer. Aquele beijo não teve significado para mim Marcos, e nem o desses dias. — Falei caminhando.

— Mas... a gente tem uma química, Lu...

— Desculpa Marcos.. mas você está viajando, não tem química nenhuma entre a gente.

— Tem sim, Lu, quando eu chego perto de você... — ele foi se aproximando — meu coração dispara... eu sinto desejo por esses teus lábios... — ele foi se aproximando mais.

— Marcos! Para já com isso! — falei me afastando.

— A gente tem tanto em comum...

— Não temos nada em comum. — Falei seca.

— Eu te amo... — ele segurou minhas mãos outra vez e me beijou.

— Idiota! — me soltei dele e dei um tapa em seu rosto.

— Ai! — ele gritou — Você não devia ter feito isso! Não devia ter recusado meu amor! Não devia!

— Amor? Que amor? — Olhei para ele como se fosse louco. — Você está paranoico, garoto!

— Eu quero você para mim!

— Foda-se!

— Não! Você vai ser minha ainda!

— Eu nunca vou ser sua. — Falei desafiando ele pelo olhar.

— Se não for minha, também não vai ser dele.

— Me poupe com essas ameaças bobas, Marcos. Não vou cair.

— Você já caiu uma vez. — Ele disse escondendo um sorriso.

— Do que você está falando?

— Nada. Só quero o seu bem... aquele cara não é homem pra você.

— Nossa e você é? — ri da cara dele.

Segure minha mão - MIC III (Completa)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora