Capítulo 14

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Capítulo 14 — Curvas do caminho

Gabriel

Saí do quiosque muito magoado e estressado, aquele Bruno era um idiota.

Aquele cara só empacava minha vida, estava tão bom ficar com ela esses dias, mas ela não percebe, eu brinco, faço cócegas, carrego ela no colo, olho nos olhos e ela não percebe que é amor, não só amizade, beijo não é só amizade, como ela não vê?

Domingo, acordei, tomei um banho e tocaram a campainha, fui atender.

— E aí cara... — Falei cumprimentando o Diogo.

— E aí... anda sumido irmão...

— É... Estou tentando parar, você sabe né...

— Hum... ah, então vou ir... vim te chamar para ir para o morro...

— Eu não queria... mas estou precisando, minha cabeça está fervendo.

— Borá lá então... isso vai te deixar legal de novo.

— É, vai ser bom.

Saí com o Diogo e a gente foi para o morro, encontramos uns caras lá, entre eles o Chef e o Sam. Ficamos conversando, fumando e bebendo toda a tarde, aquele Sam ainda está irritadinho comigo, porque perdeu a corrida. Ele passou a tarde toda me ignorando, eu ria por dentro, porque isso é inveja.

— Da o negócio lá Diogo. — Pedi.

— Não ia parar? — Ele zoou.

— Não... ela não merece... — falei meio bêbado.

— Ia parar por causa de uma mina? — Chef disse me zoando.

— Só ia! — pisquei.

Diogo me deu o negócio e comecei a cheirar, eram umas onze da noite quando lembrei da minha mãe, eu saí de manhã e ela nem viu...

— Me leva embora irmão? — perguntei para o Diogo.

— Já?

— É, vamos logo. — falei irritado.

— Borá lá...

— Vai logo para a casa da mamãe. — Sam zoou comigo.

— Que tu disse, mermão? — encarei ele.

— Tá surdo agora?

Naquela hora eu parti para cima dele, mas o Diogo me tirou de lá, acho que ele tinha mais controle sobre si mesmo, as vezes, porque ele também tinha cheirado.

Ele me deixou em casa e eu entrei batendo o portão, minha raiva estava me consumindo, eu queria bater em qualquer um que aparecesse na minha frente. Entrei em casa e minha mãe estava deitada no sofá.

— Filho! Eu estava preocupada! Onde você estava?

— Não enche, mãe! — falei bravo.

— Gabriel? Você bebeu? Que é isso? — ela falou assustada.

— Que é? Vai vir com lição de moral?

— Gabriel! — ela xingou.

— Ah, tchau também! — eu estava muito irritado e descontando na minha mãe, decidi sair para não fazer nenhuma besteira.

— Gabriel! — ela me chamou da porta, mas eu não dei bola. Saí para a rua e fui andando rápido, virei em algumas esquinas e logo cheguei no beco. O Sam estava lá na rua.

Segure minha mão - MIC III (Completa)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora