Conoscere l'ignoto

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POV Camila

Sono é a coisa mais importante da vida de uma pessoa. Deveria ser proibido alguém despertar uma pessoa que dorme. Não há nada melhor nesse mundo do que fechar os olhos e sentir seu corpo relaxar, sua mente se apagar e o sono profundo chegar. Pois nesse momento estou sendo privada de tudo isso. Meu maravilhoso sonho foi se apagando, minha mente despertando, meus olhos remexendo por baixo das pálpebras e meu corpo sendo balançado de um lado para o outro com delicadeza.

– Mademoiselle, vamos acordar, vamos? – respirei fundo e girei o corpo para o outro lado dando de cara com Juan, meu mordomo. Não queria levantar da cama por nada. – Não faça manha, mademoiselle. Hoje a senhorita tem muito a fazer. Vamos levantar? Preparei um delicioso banho para a senhorita. Vamos despertar essa preguiça? Hum, o que acha? – remexeu meu corpo novamente.

Não! Não quero sair daqui. Aqui é meu novo reino. – murmurei contra os travesseiros.

– Mademoiselle, por favor? Levante-se. O dia está tão belo. – caminhou até as cortinas abrindo-as permitindo que os raios solares invadissem o quarto. – E tem um detalhe... – franzi o cenho e lentamente desenterrei o rosto dos travesseiros. – Nosso pequeno já está de pé e ansioso para o café da manhã na piscina. Hoje é sexta e a senhorita prometeu. – soltei o ar preso nos pulmões com uma força desnecessária. Aquela informação fez com que todas as minhas esperanças de que poderia dormir um pouco mais se esvaíssem. Eu teria que levantar pelo bem da minha casa. – Isso! – vibrou me vendo jogar o grosso edredom para o lado e as pernas para o outro, mais precisamente para fora da cama. – Seu banho já está no ponto e a mesa do café já está posta. – sorri para ele o parabenizando pela eficiência.

– O que seria de mim sem você? – levantei-me já retirando a camisola de seda.

– Me faço a mesma pergunta todos os dias, mademoiselle. – sorri enquanto eu me encaminhava para o banheiro. O dia provavelmente seria cheio. – Devo pedir ao baby para vir aos seus aposentos? – suspirei e coloquei um terço do pé dentro da banheira. Novamente acertando no ponto. Tenho o melhor mordomo do mundo. Olhei para Juan que me olhava curioso. – Algo errado? Não está do jeito que a mademoiselle gosta? – sua ruga de preocupação já estava ali e isso me fez rir.

– Relaxe um pouco, Juan. Você anda desesperado demais. – ele sorriu sem graça. – Não será necessário. Ajude-o a terminar de se arrumar e logo irei encontrá-lo. – meu fiel companheiro assentiu já girando os calcanhares para fora do banheiro. – Ju? – o chamei e automaticamente meu mordomo já me encarava. – Obrigada pela eficiência. Minha vida não é perfeita sem você. – ele sorriu corado. Pisquei para ele e entrei na banheira relaxando um pouco. Aquele banho não duraria muito, mas o pouco que eu aproveitasse já faria diferença no meu dia.

Após o banho, me troquei rapidamente. Precisava ir de encontro ao meu baby antes que ele pensasse, novamente, que eu havia me esquecido dele. Henry, com seus gloriosos cinco anos tinha uma mente fértil e era necessário cortar suas asinhas antes de deixá-lo voar. Não que eu fosse uma mãe super protetora, não. Claro que não! O problema do meu filho é que se der corda demais, uma hora você não o alcança mais. Zayn quase nunca estava em casa. A carreira e a agenda sempre cheia não o permitiam desfrutar do crescimento e muito menos da educação de nosso pequeno. Nunca reclamei disso, mas às vezes achava que no futuro, Henry iria cobrar isso o pai. Bom, isso não é hora para pensar nessas coisas. Ele deve estar me esperando para tomar café da manhã.

– MAMÃE! – gritou assim que me viu. Saltou da cadeira e correu o gramado vindo em minha direção. Senti seus braços rodeando minhas pernas e por pouco não perdi o equilíbrio.

– Oi, my love. – baguncei seus cabelos sentindo meu coração se aquecer. Momentos como aquele era o que eu mais prezava. – Como está, bebê? Dormiu bem, filho? – retirei seus braços das minhas pernas e me abaixei ficando a sua altura. Ele estava envergonhado, pois suas bochechas estavam vermelhas e ele olhava para os pés. – O que foi, meu amor? O que aconteceu? Conte-me. – pedi levantando seu rostinho.

L'AMORE IMPROBABILEHistórias para pegar e não largar. Descubra agora