LII - Una buona giornata

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POV Lauren

Entreguei para Vero o CD com as fotos que tiramos no estúdio e o pendrive com as fotos do desfile. Não queria ir até Camila e acabar tendo o desprazer de reencontrá-la com Zayn. Minha cota de "trouxisse" havia chegado ao limite.

– Você sabe que ela vai ficar muito puta contigo, não sabe? – suspirei fechando o notebook. Fitei Vero que analisava o CD em suas mãos.

– Eu não quero encontrá-la com ele. É simples. – Vero suspirou.

– E quem disse que ele vai estar com ela, Lauren? – fechei os olhos para poder refletir um pouco. Talvez Zayn realmente não estivesse com Camila, mas eu ainda estava chateada com algumas atitudes dela.

– Verônica, por favor, não dá palpite. Faz o que eu pedi e pronto. Pode ser? – pedi saindo do carro para poder colocar meu notebook dentro da mochila no porta-malas.

– Lauren, eu não estou falando por mal. – desviei minha atenção do que fazia para encará-la. – Eu só não quero vê-la triste. Camila parece gostar de você e...

– Vero, vamos parar por aqui, ok? Faça o que eu pedi e se ela perguntar ou espernear por eu não ter ido parabenizá-la, você inventa alguma desculpa, pode ser? – minha amiga me fitou seriamente. – Vero, por favor? – pedi quase implorando. Como Vero nunca me negou nada, ela assentiu com a cabeça. – Fico te devendo mais essa. – ela sorriu e eu a puxei para um abraço. – Eu só não quero vê-la agora. Ainda estou incomodada com algumas coisas. – sussurrei em seu ouvido. Vero afastou nossos corpos para encarar-me nos olhos.

– Eu lhe avisei que essa relação não era o que você buscava, não avisei? – desviei o olhar para não deixá-la perceber o que eu estava passando internamente. Vero conseguia me ler muito fácil. – Tudo bem, Lauren. Faça o que bem entender. Vou estar aqui com você sempre mesmo. – disse de maneira divertida arrancando de mim algumas risadas. A fitei sobre os cílios e sorri.

– Obrigada! – Vero assentiu e virou as costas indo de encontro a Alycia que estava abraçada a Eliza na parede do corredor que levava aos camarins.

Terminei de guardar minhas coisas e fechei o bagageiro. Fitei novamente o lugar onde passei cinco longas noites e suspirei. Eu realmente não gostava de eventos de moda. Peguei a chave no bolso da jaqueta e entrei no carro acomodando-me no banco do motorista. Liguei o rádio e logo a voz de Ally soou em todo o ambiente. Abri um largo sorriso. Fazia uma semana que não nos víamos e eu já estava com saudade dela. Suspirei longamente antes de dar partida no carro e arrancar para longe dali. Vero e Alycia iriam esticar a noite com Eliza e uma amiga. Eu ficaria sozinha com Keana no apartamento e no fundo, no fundo, estava esperando que Keana não falasse nada. Apenas me deixasse chegar em casa, tomar um banho e apagar na cama.

Cheguei ao apartamento pouco depois que saí do desfile. O trânsito estava até bom. Uma coisa incomum em Nova York. Peguei apenas minhas câmeras, o notebook e um refletor caríssimo. O restante dos equipamentos eu preferi deixar no carro. Entrei em casa olhando ao redor. Estava um silêncio absurdo. Até pensei que Keana não estivesse em casa, mas assim que coloquei a caixa com as câmeras sobre a mesa de vidro e o refletor sobre a cadeira, Keana apareceu com a cara amassada indicando que já se encontrava dormindo.

– Chegou cedo. Achei que fosse ficar lá para a festa. – eu suspirei e neguei.

Coloquei o notebook sobre a mesa e caminhei em direção à cozinha deixando minha jaqueta sobre o sofá. Abri a geladeira para pegar a garrafa de suco, mas a mesma se encontrava vazia. Levantei a cabeça e fitei Keana que sorriu amarelo. Revirei os olhos e peguei a garrafa de água mesmo.

L'AMORE IMPROBABILEHistórias para pegar e não largar. Descubra agora