LVIII - Consigli Part.Two (Continuação)

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POV Lauren

– Mi preciosa! – abriu um largo sorriso quando me viu. Corri até ela sem medo de ser feliz.

– Mama! – os braços acolhedores e confortáveis de dona Clara rodearam meu corpo com uma força que só mãe tinha. – Que saudade. – murmurei emocionada.

– Eu também estava com saudade, amoré. Como você está? – perguntou após algum tempo me abraçando. Dona Clara afastou nossos corpos e me encarou. – Por que esses olhos tristes? E essas bolsas roxas deixado dos olhos, Lauren? Você andou chorando? Ficou sem dormir, mi amor? Você está magra, Lauren. Piera e Judith não estão alimentando você? Pois eu vou tratar disso imediatamente. Olha só isso! – deu um pequeno tapa em minha barriga me arrancando risadas. Era tão bom ter minha mãe ali. Eu não poderia estar mais feliz.

– Clara, deixe a menina. Nós chegamos agora e você já está querendo dar broncas, fala sério. – e minha felicidade aumentou ao ver o meu gorduchinho entrando com duas bagagens de mão.

– PAPA! – gritei largando minha mãe de lado e correndo até ele.

Flaca... – murmurou emocionado já deixando as lágrimas e malas caírem.

O agarrei com força, pouco me importando se estava ou não o machucando. Eu só queria o colo dos meus pais depois de ter perdido Camila e ali estavam eles. Deus me tirou uma coisa, mas me deu outra. O abraço com meu pai durou minutos. Eu não consegui segurar a emoção de sentir o cheirinho dele e não pude soltá-lo. Mama se juntou a nós em um abraço triplo. Pelo canto do olho vi Ajax passar juntamente com Francis, o porteiro, passando com as malas. Muitas malas, diga-se de passagem. Aposto que tem dedo de dona Clara nisso ai.

Depois da recepção calorosa e amorosa, puxei meus pais para o sofá e ficamos conversando e matando a saudade por bastante tempo, só paramos para tomar café da tarde. Mama assim que viu Judith começou a implicar, divertidamente, sobre ela não estar me alimentando direito. As duas senhoras iniciaram uma conversa que foi parar na cozinha onde mama fez questão de ver o que tinha na dispensa para um jantar à la dona Clara.

– Não pude deixar de notar que você não me parece muito contente. – não me surpreendi com a voz do meu velho pai. Meus olhos se voltaram para ele na ponta da mesa. – O que houve? Sei que nossa presença aqui te alegrou, mas tem algo ai dentro de você te deixando triste. – disse tomando o restante de seu café. Não pude negar, ele me conhecia muito para eu tentar mentir para ele.

– Ah daddy, muitas coisas aconteceram nesses últimos meses. – comecei um tanto triste. Meu pai assentiu sem se pronunciar. – Eu... – engoli a saliva e o encarei por segundos para saber se deveria falar sobre Camila ou não.

– Lauren, não me importa o que tenha para dizer. Não me importa se vai ou não me magoar, eu só não quero minha filha assim. Vai doer me contar? – maneei a cabeça. – E você quer contar? – eu respirei bem fundo diante sua pergunta.

Eu queria contar a ele que me apaixonei por Camila Cabello, casada e mãe de um filho de cinco anos que me adorava? Eu queria contar a ele que me deixei ser amante deixando o desejo falar por mim e quando vi já estava tarde demais para parar? Queria que meu pai soubesse que uma brincadeira gostosa passou dos limites e magoou duas pessoas? Eu queria contar essa vergonha a ele?

– Tudo bem, eu quero contar porque o senhor é a minha luz na escuridão. – meu pai sorriu e assentiu com a cabeça. Olhei em direção ao corredor vendo se minha mãe estava por ali, eu não queria magoar os dois ao mesmo tempo. – Vamos para um lugar mais... – busquei uma palavra mais apropriada, mas meu pai entendeu bem.

L'AMORE IMPROBABILEHistórias para pegar e não largar. Descubra agora