XXIV - Che cosa è successo?

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POV Lauren

Droga! Droga! Ela nunca mais vai olhar na minha cara. Lauren, qual é a porra do seu problema? Por que você foi fazer isso, sua imbecil? Eu estava fodidamente irritada comigo. Por um impulso eu havia arruinado tudo. Observei Camila correr desesperada em direção ao seu quarto e quis bater com a minha cabeça na parede. Eu era uma maldita imbecil que havia estragado todos os planos agindo por impulso.

– Senhorita Jauregui? – saltei de susto com a voz de Juan atrás de mim. Levei a mão ao peito como se aquilo fosse segurar meu coração desesperado no lugar. Me virei lentamente abrindo um sorriso nervoso. – Tudo bem? Necessita de alguma coisa? – Juan educadamente perguntou. Desci meus olhos por seu corpo notando que ele já estava pronto para dormir.

– Err... não! Estou bem. Obrigada pela preocupação. – ele assentiu com a cabeça. Respirei fundo e rolei os olhos pelo ambiente tentando achar uma saída.

– Procurando alguma coisa? – franzi o cenho e voltei meus olhos para o mordomo. Juan e seus traços latinos me lembravam do cantor Rick Martin. Era um homem novo para a profissão que exercia. Mas que preconceito, Lauren. Abri um sorriso rindo de mim mesma. – Senhorita? – Juan deu dois passos em minha direção.

– Não procuro nada, Juan. Apenas queria me despedir da senhora Cabello, porém ela... – olhei para a escada torcendo para que Camila estivesse por lá. Mas como já era de se esperar ela não estava.

– Eu digo a ela que a senhorita desejou boa noite. – ele me olhava de uma forma estranha. Parecia saber o que havia acontecido entre nós. Será que ele viu? E se viu, será que vai contar a Zayn? Respirei fundo e assenti tirando do bolso as chaves do carro.

– Tudo bem! Obrigada Juan. Tenha uma boa noite e me desculpa o incomodo. – apontei seus trajes. Juan apertou mais o roupão e sorriu.

– Eu a acompanho até a porta. – agradeci com um sorriso sem graça.

Juan passou por mim e caminhou galantemente até a porta de carvalho. Olhei em direção a escada esperando que Camila aparecesse. Aquele um por cento de esperança de que ela iria apenas me lançar um sorriso sem graça, mas nada. Girei os calcanhares e caminhei em direção à saída. Juan já me aguardava do lado de fora da casa. Antes que eu saísse por completo da casa, olhei para um porta-retrato em um dos móveis e senti a culpa me atingir. A família Cabello-Malik sorria alegremente para a câmera. Zayn parecia extremamente feliz ao lado da esposa e do filho. Henry parecia estar tendo o seu melhor dia em família. Trinquei a mandíbula e quis me espancar ali mesmo. Dinah tem razão. Eu não posso magoar o pequeno. Henry não merece. Apressei meus passos sentindo o ar ficar rarefeito dentro daquela casa.

– Boa noite, Juan. – passei pelo mordomo sem nem ao menos olhar em seus olhos.

Segui até o carro olhando fixamente para os meus pés. Eu estava em um debate claro com a minha consciência. Ao mesmo tempo em que eu me sentia bem por ter beijado Camila, eu me sentia mal por tê-la beijado. Ela pareceu gostar, mas se sentiu culpada por estar traindo o marido, por estar estragando seu casamento e sua família. E a culpa era toda minha. Parei em frente ao meu carro e antes de destravar o alarme, eu me obriguei a olhar para a casa novamente. Meus olhos foram diretamente para uma varanda onde a luz estava acessa. Ela está lá! Torci para que Camila saísse na varanda, mas não aconteceu. Imbecil! Destravei o alarme e entrei rapidamente no carro. Eu precisava sair dali antes que fizesse alguma coisa da qual eu me arrependeria eternamente.

Sai da casa de Camila querendo jogar meu carro contra um poste, mas ao diminuir a velocidade e observar a paisagem, parei para pensar nas minhas ações. Eu posso ter errado beijando uma mulher casada, mas eu quis parar. Eu a perguntei se ela queria que eu parasse, mas Camila negou. Ou seja, ela quis me beijar. Ao constatar tal fato, o sorriso que abrigou meu rosto era de doer às bochechas.

L'AMORE IMPROBABILEHistórias para pegar e não largar. Descubra agora