XXXII - La notte migliore

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POV Lauren

Confesso que fiquei surpresa quando cheguei à varanda e vi a mesa posta. Nunca pensei que Camila Cabello cozinhasse. A modelo fez o trabalho de casa direitinho. Cozinhou, serviu a mesa e ainda ficou bonita para mim. Quando insinuei que ela não havia preparado aquela pensei que fosse morrer com o seu olhar. Além é claro de ter achado super fofa a sua preocupação com a minha opinião sobre o prato. Ela havia se esforçado e modéstia parte estava uma delícia.

– Hmmm! Está divino. Está uma delícia. – Camila sorriu aliviada diante o meu elogio sobre seu prato. Ela preparou-se para comer e eu quis muito fazer como no filme "A dama e o vagabundo" onde os cachorrinhos dividem o mesmo fio de macarrão. – Que tal um vinho? – ofereci. Queria passar a noite inteira ao lado dela e mesmo que pareça que eu a queira bêbada, eu apenas quero que ela relaxe. – Já volto. – disse levantando escutando suas lindas risadas.

Peguei um dos meus melhores vinhos. Camila merecia o melhor depois de ter se esforçado tanto. Voltei à mesa nos servindo e fazendo questão de manter contato visual com ela. Por mais que ela se sentisse ameaçada, eu queria que ela visse o quanto eu estava feliz tendo-a ao meu lado aquela noite. Depois do belíssimo dia que tivemos, merecíamos encerrar a noite com chave de ouro. Ou no caso, com chave de vinho e macarrão.

Depois de bebermos e conversamos, percebi que a bebida já estava subindo a cabeça. Resolvi dar uma pausa e apenas acompanhar a belíssima Camila Cabello falando sobre si mesma. Falamos sobre mim, mas fiz questão de manter o foco da conversa voltado somente para ela. Camila é a grande estrela da viagem.

– Está sendo incrível essa viagem, Lauren. Obrigada pelo convite. – me surpreendi com o seu agradecimento. Tomei um gole do vinho tomando nota para falar.

– Fico feliz em estar te fazendo feliz. – Camila sorriu me encantando ainda mais por ela. Me deixando ainda mais apaixonada. Cada detalhe dela me virava à cabeça. Uma pequena dúvida me bateu. Camila é feliz vivendo a vida que leva? Pode parecer, mas será que de fato é? – Aliás... você é feliz? – ela pareceu surpresa com a minha pergunta. Apoiei um dos cotovelos sobre a mesa esperando sua resposta.

– Ah! Sou. É a minha vida e eu gosto dela. – alcei uma sobrancelha.

– Mas você não pensa em mudar? – sua testa franzida lhe deu um ar de fofura totalmente amável.

– C-como... como assim mudar? – suspirei formulando minha pergunta mentalmente.

– Não sei. Sua vida parece tão... monótona. – ela pareceu ficar em choque. Talvez você tenha sido um pouco rude, Jauregui. Imbecil! – Você não pensa em diversificar? – tentei me corrigir e não parecer tão rude.

– Ah não. Eu não acho que minha vida é monótona. Acho que ela é perfeita para mim. Sem tirar nem por. Eu nasci para ser assim. – estalei o pescoço sorrindo internamente vendo seu pequeno desconforto com aquele assunto. Vamos ver até onde isso vai dar. Ela tomou seu vinho me fitando com expectativa.

– Ah! Às vezes não. Às vezes é só uma falta de oportunidade. – Camila se remexeu mostrando que estava incomodada. Ainda não é hora de parar. Resolvi instigar ainda mais para ver até onde ela manteria a pose ou as palavras. – Eu, por exemplo, preciso diversificar, preciso mudar. Não consigo ficar sem... – Camila tocou sua taça de forma desajeitada quase derrubando o líquido contido nela. Melhor parar. – Tudo bem? – fiquei um tanto preocupada. Será que peguei pesado?

– Tudo bem! Só foi um pequeno deslize. – ela mentiu escondendo o real motivo. Cerrei os olhos tentando intimidá-la. – Sério! Estou bem. – Camila insistiu. Assenti fitando-a dos pés a cabeça. – Do que estávamos falando mesmo? – ela estava claramente desconfortável e tentando a todo o custo não continuar aquele diálogo. Resolvi mudar de assunto. Já havia percebido que ela não era tão feliz quanto ela pensava que era.

L'AMORE IMPROBABILEHistórias para pegar e não largar. Descubra agora