Capítulo 26

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CAPITULO 26

Johnny deixou Júlia na porta de casa, e se despediram com um beijo na testa.
Júlia entrou, e fechou a porta. Seu celular tocou. Era mensagem de Johnny.
'' Esqueci de dizer, você estava linda.''
Júlia sorriu, e subiu as escadas correndo, e foi para o quarto, ela colocou os sapatos no chão, foi até a gaveta e pegou um porta retrato e nele, colocou o desenho de Steven.
E olhando para o desenho, ela começou a escrever no diário.
Ela tirou a roupa, e colocou a camisa do AC/DC e deitou. Ela pegou no sono rápido. Na manhã seguinte fazia um pouco de frio. Júlia acordou com o celular tocando.
- Bom dia - júlia bocejou.
- Cadê o animo ruivinha? Hoje é sexta-feira.
- Como você consegue ser feliz as 6h da manhã?!
- Porque amanhã eu vou acampar com a mais gata da escola.
- Ah é, acampamento. Não acredito  que você vai me deixar sozinha pra ir com a Lorianne.
- Quem disse que estava falando da Lorianne.
- Já tá com outra?
- Estava falando de você. E não estou com a Lori, estamos numa amizade colorida...
Júlia sorriu.
- Ah... Tô com uns planos de levar o Steven.
-  Ficou maluco? Ele pode morrer sem os medicamentos.
- Já tenho todo o esquema... Relaxa! Vai se arrumar, daqui a pouco tô aí.
Johnny desligou. Júlia desligou o celular e foi para o banho. Ela tomou um banho quente, desligou o chuveiro e se enrolou na toalha. O espelho estava embaçado, e como uma adolescente apaixonada,ela escreveu o nome do Johnny no espelho, com um coração.
''POV: O que estou fazendo? ''
Ela passou a mão no espelho apagando o nome do seu amado, na esperança de negar o que ela estava sentindo pelo seu melhor amigo.
Ela saíu do chuveiro e se arrumou assim:

Ela saíu do chuveiro e se arrumou assim:

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pegou a mochila e saiu. Ao colocar os pés para fora, ela viu Johnny correndo chegando, correndo ainda tentando colocar a blusa de frio com um pedaço de sanduíche na boca.
Johnny chegou, e falou ainda com o sanduíche na boca.
- Desculpa, eu dormi demais...
- Fica calmo.
Júlia pegou  a mochila do Johnny e a colocou no chão.
E assim como uma mãe veste o filho, Júlia colocou a blusa em Johnny.
Ela foi subindo o zíper da blusa olhando nos olhos de Johnny.
- O que eu seria sem você, Júlia?
- Com certeza... Nada.
Júlia sorriu.
Johnny terminou de comer o sanduíche, pegou a mochila e eles foram andando em silêncio. Ele não tirava os olhos de Júlia.
A maneira com que seus cabelos brilhavam a luz do sol, balançavam conforme o vento o fascinava.
Eles chegaram no ponto.
- Johnny? Qual é seu plano para tirar o Steven de lá?
- 1º: Alguem vai ter que entrar nos arquivos do hospital e achar a pasta do Steven. Lá tem a ficha completa dos remédios, o horário e tal... 2º: Entrar na farmácia e pegar os remédios. 3º: Ir até a casa do Steven e pegar algumas roupas. 4º Sequestrar o Steven.
- Você é um psicopata.
Johnny deu um sorriso de canto de boca.
O ônibus chegou.
Johnny jogou os braços sobre o ombro de Júlia a puxando para perto.
- Vem. Vamos ser psicopatas juntos.
Júlia entrou primeiro e sentou no primeiro banco, Johnny se sentou logo em seguida.
Johnny tirou seu caderninho  de músicas da mochila e começou a escrever.
- Música nova Johnny?
- Talvez.
- Posso ler?
- Quando ela estiver pronta... Sim...
- Tudo bem.
Johnny seguiu a viagem toda até a escola, escrevendo.
O ônibus parou, Júlia e Johnny desceram, e Lori veio atrás, e abraçou Johnny.
- Saí Lori! Você tá me sufocando!
Júlia riu.
As amigas de Lori chegaram. Wendy, Milly, Emma;
- Amiga, deixa esse garoto, ele já foi infectado pelo vírus Júlia Estranha Armstrong.
Todas riram, e eles sairam.
Johnny se soltou de Lori, e pegou na mão de Júlia.
- Ignora elas.
Lori pegou na mão de Johnny, separando eles.
- Ãn... Vou entrar John, te vejo na aula...
Júlia foi andando.
- Não Jú espera - Johnny se virou para Lori - Me solta Lorianne!
Johnny correu até Júlia.
- Achei que fosse ficar com sua, abre aspas, namorada, fecha aspas.
- Ela não é minha namorada.
- Aham...
- Ei, qual é...  Se eu não te conhecesse, diria que está com ciumes.
Johnny sorriu.
- Eu? Com ciumes?
Júlia deu uma gargalhada. Ela acelerou os passos, deixando Johnny para trás.
Júlia entrou na escola,  Johnny veio logo atrás. Eles estavam no corredor, vazio.
- Júlia!
Júlia parou. johnny correu até ela, e escorregou. Júlia riu.
Ele se levantou depressa, com a ajuda dela.
- Ela não é minha namorada... Aliás, meu coração já tem dona.
Johnny olhou profundamente nós olhos de Júlia.
Ele suspirou. Olhou para o lado, e para o fundo. E voltou a encarar os lindos olhos azuis cor de mar de Júlia...
- A dona do meu coração é... V... ioleta, a minha guitarra.
Johnny riu.
O sinal disparou.
- Agora vamos, antes que nos atropelem.
Eles foram para a sala de aula, era filosofia.
Júlia se sentou na primeira mesa, e Johnny olhou para ela e fez sinal com a mão para que ela fosse com ele, ela balançou a cabeça, e virou para frente. Johnny se sentou no fundo.
A professora chegou.
- Olá alunos. Então animados com o acampamento?
- Animadíssimo fêssora;
Johnny olhou para Júlia e piscou.
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A aula toda foi oral. Eles apenas ficaram conversando sobre Aristóteles, suas obras e sua vida.
O sinal tocou. Júlia se levantou e foi andando até a porta. Johnny chegou e pegou na cintura dela. Eles foram andando como pinguins para passar os dois na porta.
Quando passaram, Júlia sorriu. Johnny se virou para o lado, ainda com uma das mãos na cintura dela. Eles foram andando até os armários.
Eles pegaram os seus cadernos: Johnny história. Júlia Inglês.
- Qualquer coisa você grita que eu...
Júlia o interrompeu.
- Que você aparece como o Superman.
- Não... Eu ia dizer como o Batman...
Johnny tocou no nariz dela. E sorriu.
Júlia foi a primeira a entrar na sala.
- Oi Jú.
- É Júlia.
- Júlia, me desculpe... Por ser assim, é que nunca amei alguém como eu te amo.
- Isso não é amor, é doença.
Júlia se sentou na ultima mesa. Ela tirou da mochila um livro, se sentou e começou a ler. Os alunos foram chegando.
Wendy chegou e deu um beijo na bochecha de Rodrigo olhando para a Júlia.
- Vá se sentar Wendy.
- O que houve professor, me parece triste.
- Cansaço apenas.
Wendy foi para o lugar dela, e se sentou ao lado de suas amigas.
- Bom dia alunos. Todos estão com os livros? Certo. Abra na página 69.
Todos riram.
- Silêncio galerinha. - Ele passou as mãos pelo cabelo, e olhou para a Júlia.- Leiam esse texto, interprete e responda ás questões no caderno.
A sala ficou em silêncio, alguns liam, outros dormia.
Júlia terminou de ler, e começou a responder as 10 questões, em 20min ela terminou. Algum tempo depois, todos terminaram.
Formou-se uma enorme fila na mesa do Rodrigo.
Rodrigo se levantou com as duas mãos na mesa.
- Silêncio! Quero ordem! Todos voltem para o seu lugar, agora! Eu quero um por um na minha mesa, em silêncio...
Um de cada vez foram se levantando e indo até ele. Chegou a vez de Júlia.
Júlia colocou o caderno sobre a mesa.
Rodrigo deu uma lida na letra impecável de Júlia.
- Fernando Pessoa... Esse texto expressa exatamente o que sinto...
Rodrigo terminou de falar, e olhou para ela. Ele vistou e ela foi para seu lugar.
Rodrigo se levantou.
- Estou orgulhoso de vocês. Fernando Pessoa tem um linguajar muito dificil, e vocês tiraram de letra... Bom. Algum de vocês sabe alguma frase dele?
Júlia abaixou a cabeça, e colocou-á entre os braços sobre a mesa.
- Tenho em mim todos os sonhos do mundo.  - Ela sussurrou, um tanto alto.
- Só ela conhece? Meu Deus...
Rodrigo deu uma volta pela mesa dele, e sentou em cima dela.
- Tive uma ideia. Que tal, uma redação de 20 linhas com seus sonhos.
- 20 linhas?
Um garoto ao fundo gritou.
- Sim,20 linhas, vai ser fácil e divertido...
O sinal tocou.
- Até a próxima aula.
Todos se levantaram e foram saindo da sala, Júlia ainda estava arrumando os materiais. Rodrigo foi se aproximando.
-Posso falar com você?
- Depende- Disse ela ainda procurando sua lapiseira - Aonde enfiei você...
- Que?
- Nada.
Rodrigo abaixou a cabeça, e olhou no chão, e lá estava a lapiseira... Ele se agachou e pegou.
- Está aqui sua lapiseira... Agora, pode olhar para mim?
Júlia se virou e olhou nos olhos dele, ela pegou a caneta das mãos dele.
- O que quer comigo?
- Isso.
Rodrigo segurou nas mãos dela, deixando a lapiseira cair. E com a outra mão ele segurou na cintura dela.
E a beijou. Ela começou a relutar, mas logo se rendeu aos seus lábios. Rodrigo a colocou ainda sem quebrar o beijo na mesa.
Júlia o empurrou, e desceu da mesa, correndo para atrás da mesma.
- Porque fez isso?
- Sinto saudades...
Júlia saiu correndo. Rodrigo a pegou pelo braço e a beijou novamente.
- Eu não vou desistir de você.
- Pois devia...
Júlia saiu dos braços dele, e correu para o Pátio, a procura dos braços de Johnny. O único lugar onde ela se sentia segura em todo mundo.
- Demora hein? Onde estava?
- Desculpa... Estava na sala.
- O que aquele cretino te fez??
- Ele me beijou, o pior que beijei também...
Júlia cuspiu no chão.
- Você gosta dele - Disse Johnny cabisbaixo.
- Não! EU GOSTO DE V...
Júlia parou
- Gosta?
- Gosto de Vídeo- Game, e tô louca para ganhar de você de novo.
- Você só ganhou da outra vez porquê EU DEIXEI.
- Ainda com isso?
Júlia riu.
- Vem senta aqui.
Johnny pegou na mão dela, e a puxou para o meio das pernas dele, e a abraçou.
Os cabelos dela batiam no rosto dele, mas ele não se importava. Ele estava com ela nos braços... Isso bastava.
Eles ficaram abraçados ali, conversando... O sinal tocou.
Eles subiram as escadas conversando, Lori e Wendy estavam logo atrás.
- Essa Júlia é tão sem graça. Como alguém pode gostar dela? Credo.
- Eles são amigos Wendy. Johnny ainda me ama, eu sei.
- Saí dessa Lori, você foi trocada pela Estranha Armstrong. Essa garota é sinistra. Feia. E você foi trocada por ela... Como ele pode...
Johnny segurou ainda mais forte nas mãos de Júlia.
- Ignora.
- Pra você é fácil falar.

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