Lilian Muniz
Me deparo com um homem alto e forte, que exibe seus cabelos pretos impecavelmente arrumados, seus olhos intensamente azuis parecem ter o poder de hipnotizar qualquer um, seu maxilar tão bem desenhado, seu rosto carrega uma carranca enorme. É, meu encanto acabou!
Pareço acordar do meu devaneio quando ouço a voz enjoativa do policial prego ao meu lado.
- Senhor. -Cumprimenta o homem.
- O que está acontecendo aqui? – Pergunta, ignorando a saudação do policial.
- A mocinha aí está sendo acusada de furtar uma pulseira. – Diz o policial prego. Mocinha? Ele só pode está de brincadeira com a minha cara.
- Acusada por você. – Murmuro.
- Já falou com o delegado? – Pergunta sério.
- Não, vou colocá-la em alguma cela disponível, o senhor Francisco teve que sair, não sei quando retorna. – Eu em uma cela? Meus olhos já ardem por tamanha humilhação.
- Pode deixar que eu mesmo resolvo isso. – Decreta sem expressão alguma.
Me mostra o caminho de uma pequena sala e caminho até lá sem pressa, o medo de me desequilibrar e não ter minhas amadas mãozinhas, que estão presas, para ajudar é maior.
- Tire as algemas dela e pode ficar na porta, do lado de fora. – Vejo o rosto do prego endurecer, mas assente, contrariado.
Mexo minhas mãos e dedos doloridos um por um, meus pulsos com uma linha avermelhada fina ao redor, marcados pelo ferro.
A porta é fechada fortemente, fazendo com que eu pule da cadeira e fique sozinha.
Estou na minha décima análise das paredes esbranquiçadas quando ele retorna, trazendo consigo alguns papéis, que são colocados em cima da mesa, e se senta atrás dela, de frente para mim.
Seus olhos azulados me encaram e gelo. misericórdia
- Qual o motivo de ter pego a pulseira? – Pergunta.
- Eu não peguei, não roubei ou furtei nada. – A irritação parece tomar conta de mim por tamanha acusação.
- Não é o que diz aqui. – Há um pouco de humor em sua voz, o que quase me faz revirar os olhos.
- O que aconteceu realmente? – Dessa vez é paciente, pega uma caneta, escrevendo em uma folha em branco.
- Eu estava voltando do trabalho quando achei a pulseira no chão, mal a toquei e aquele prego já me agarrou e mobilizou minhas mãos com aquilo, apaguei e acordei aqui. Eu juro que não... – Assente e faz um sinal com os dedos pedindo que eu pare de falar.
- Prego? Pedi as câmeras da rua em que a senhorita estava e a dona da pulseira veio depor. Tudo não passou de um mal entendido, ela acabou perdendo-a mais cedo na calçada e sem perceber seguiu seu caminho, horas depois achando que foi furtada registrou um boletim, estavam fazendo uma busca pelos lugares onde ela tinha passado e é aí que você entra. – Explica e um alívio me preenche.
- Obrigada, obrigada, meu pai amado. – Faço uma breve oração e volto minha atenção para o homem, que me olha como se fosse alguma coisa de outro mundo.
- Só tome mais cuidado com suas ações, as vezes nos metemos em encrencas sem ao menos perceber. – Assinto e ele se levanta, caminha até a porta abrindo-a, me liberando.
- Tenha uma Boa Noite, Srt Muniz.
Lhe dou um leve sorriso antes de sair e a porta se fechar, passo rapidamente pelo prego que me olha com desdém, coloco a língua para fora como uma criança implicante faria e saio praticamente correndo dali.
PLÁGIO É CRIME!!

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Meu Juiz
Roman d'amourLilian Muniz uma jovem de vinte e dois anos, sonhadora e sem um pingo de juízo se vê em uma enrascada quando é acusada inocentemente. Caio Mkaby um juiz frio e amargo. Seu lema é 'pegar e largar.' Tudo isso muda quando conhece uma pessoa nada cer...