Hoje seria um dia importante para mim. Depois de 2 anos parados, trabalhando em pequenos serviços com meu pai, finalmente minha bolsa saiu. Podem achar que sou louco por ter abandonado a faculdade, mas quando se é um adolescente, achando que estava apaixonado por uma garota que iria embora para o Canadá, se faz de tudo. Sim, a 2 anos atrás quando eu tinha completado apenas meu segundo ano na faculdade de administração, eu conheci Jennifer, e pensei estar perdidamente apaixonado por ela. Fomos nos conhecendo, namorando e quando eu achei que tinha encontrado a mulher da minha vida, ela jogou a bomba dizendo que estava indo embora com os pais para o Canadá. Meu mundo veio a baixo. Foi ai que abandonei a faculdade.
Tinha planejado tudo na cabeça, um futuro perfeito para nó. Iria sair, fazer um intercâmbio, comprar um pequeno apartamento para nós dois. Tudo estava indo bem. Uma noite antes de eu contar todos os meus planos para ela, Jennifer me mandou uma mensagem, dizendo que já tinha partido e que tinha sido muito bom o tempo que tinha ficado comido. 3 semanas depois ela ja estava postando fotos nas redes sociais com um cara de lá.
Uma história triste, não é?! Mas a vida segue em frente. Hoje vai ser diferente. Hoje eu começarei o meu mais novo emprego como assistente de uma das mulheres mais reconhecidas de Seattle: Adrea Harris. Sua família veio de uma longa linhagem de empresário, mas todos eles homens. Foi quando o Sr Harris deu a luz a uma menina, que não deixou se abalar pelos outros e seguiu firme a linhagem. Todos os item de fofoca dizem que ela já está chegando a idade de ter um filho, mas nunca se viu ela com homem nenhum. Por que será?
Balanço minha cabeça para claear minhas ideias. Me olho pela decima vez no espelho conferindo se tudo estava em seu devido lugar. Saio do meu apartamento, indo em direção a garagem e entro no meu carro (se acha que vou falar como ele é, está enganada (o)...isso seria humilhante). Respiro fundo parando em um semáforo e repasso novamente todas as supostas perguntas que Andrea irá me fazer e já repasso as respostas. Sigo meu caminho e quando chego meu queixo chega a ir no chão com o tamanho do prédio. Estaciono na garagem preferencial para funcionários. Dou uma olhada no retrovisor e saio do carro. Caminho para o elevador e aperto o botão do primeiro andar. Bato meus dedos em minha calça para tentar acalmar meus nervos que ficam mais atiçados quando chego na recepção.
-Com licença – falo para a secretária que está na recepção – Eu ganhei a bolsa para trabalhar aqui. Sou Erik Turner.
-Sim Sr Turner, vá a o elevador, vigésimo andar – agradeço com um breve aceno para a moça já pegando meu caminho.
Entro no elevador com vários outros homens, todos bem vestido, me fazendo dar uma breve olhada para minha blusa branca e meu blazer preto. Não estou tão ruim assim, eu espero.
-Como está o humor dela? – um dos homens sussurra para o outro.
-Está atiçado, parece que vai ter uma carne nova para ela saborear – seus breves olhos passam por mim e me vejo engolindo em seco. Ok, calma, eles devem estar só tentando me colocar medo.
Quando meu andar chega, saiu hesitante da cabine e vou até uma mulher mais de idade, está em pé arrumando uns papeis. Ela parece estar normal.
- Huum..- coço minha garganta para chamar sua atenção, a mesma olha para mim e sorri – Sou Erik Turner, vim pelo estágio – seus olhos parecem transparecer pena e me sinto suar frio. Droga.
-Bem, Sou Olivia, você está 1 minuto atrasado. Mas acho que está tudo bem. Bata na porta. Sra Harris está o esperando. – a senhora aponta para uma grande porta ao final do corredor.
-Obrigado.
Caminho em passos rápidos até a porta e quando vou levantar a mão para bater uma voz lá dentro diz "Entre". Arregalo meus olhos. Puta que pariu, ela sentiu eu chegando. Com as mãos tremulas, abro a porta revelando uma grande sala, com grandes janelas que dão para a vista de toda Seattle. Em um canto está uma grande variedade de livros, e poltronas ao redor. O chão é de um tom escuro, os moveis variam de cinza ao preto, e flores brancas estão em pequenas quantidades ao redor do lugar. Olho para a grande mesa onde uma mulher lendo uns papeis, está sentada. Seus incríveis olhos azuis passam de um lado para o outro da folha, seus lábios estão em uma fina linha, mostrando que está concentrada, sua pele branca e cálida parece ser tão macia. Porra, mal cheguei e essa mulher já me encantou.
-Com licença Sra Harris – seus olhos param de ler e seu olhar levanta até os meus se tornando frios e calculistas. – Sou Erik Turner, vim aqui pelo estágio.
Me olhando de cima a baixo, pousou o papel na mesa e se levantou. Ela estava no time das altas, pelas pernas ajustadas em uma saia preta até os joelhos e vestia um terninho laranja com uma blusa de seda branca por baixo.
-Sente se – sua voz fez todos os pelinhos do meu corpo se arrepiarem. Com as pernas meio bambas, me sentei em uma das cadeiras que ficavam de frente a sua mesa – Para começar eu sou Senhorita Harris, está vendo alguma aliança aqui? – ela mostra seu dedo e balaço minha cabeça negativamente – Pois bem, continuando, o Sr está 2 minutos atrasado e isso fez meu humor cair – seu sorriso sínico se abriu e ela veio caminhando elegantemente em minha direção– Se o Sr olhar em volta, todos estão sempre na linha, aqui é as regras são levadas ao extremo. Todos têm 3 chances, se errarem na segunda estão fora, sem remuneração. Mas eu garanto que nenhum precise usar nem mesmo a segunda. – Ela se apoia nos braços da minha cadeira e vem se aproximando com seu belo rosto e um sorriso maldoso, sinto suor escorrendo por minha testa. Essa mulher vai me enfartar – Aqui, é que nem uma colmeia, eu sou a rainha e os outros são meus funcionários, se algum deles precisar de suporte, estarei lá para ajudar, mas se algum deles estiver lá para ser castigado – sua voz começa a ficar gelada e seu sorriso vai embora – Eu vou ser a primeira a aplicar o castigo.
-Sim Senhorita – gaguejo e vejo ela sorrir com isso. Andrea se afasta e se apoia em minha mesa.
-Regra número 1: quando eu chamar, não importa o que estiver fazendo, pare e venha. Regra número 2: faça tudo o que eu mandar, se pensar em fazer algo que TALVEZ eu goste, perderá uma das chances. Regra número 3: quero você sempre aqui antes de eu chegar, para organizar tudo. Regra número 4: quando tiver alguém aqui, não se atreva a me chamar. Regra número 5: nunca me questione quando eu der uma ordem. Essas são as regras básicas. Acha que dá conta? – Andrea cruza os braços e me olha com um daqueles olhares desafiadores.
-Sim – eu iria conseguir. Não importe o tanto que eu tenha que sofrer.
-Ótimo, essa semana você está de observação, se sair bem, está contratado. Agora saia. – ela volta a sentar em sua cadeira. Ouso dizer alguma coisa mas lembro da regra 5: nunca questionar.
-Com licença – saiu as presas daquele lugar, fechando a porta atrás de mim.
Olivia que agora segurava uma caixa de papelão me olha com pena.
-Espero que aguente o tranco meu jovem. Você vai precisar de toda a sorte.
Eu iria mesmo. Só Deus sabe e o Diabo entende o que terei que passar para ter esse estágio.
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A Minha Chefe
RomanceSe você está esperando uma história que a jovem secretária se apaixona pelo seu chefe mal-humorado ou que ela muda ele totalmente e blá blá blá...então peço que mude de história, pois essa é uma bem diferente. Vamos começar pela parte que não sou...
