I need to be myself
I can't be no one else
I'm feeling supersonic
Give me gin and tonic
You can have it all, but
How much do you want it?
Alguém já esteve em um campeonato de Muay-thai? Porque eu nunca se quer tinha pisado em uma academia de luta, quanto mais assistir dois homens fortes se batendo. Para ser mais precisa, Lucas batendo em outra pessoa.
Na sexta-feira estávamos na lanchonete perto do colégio quando Gabriel decidiu que todo mundo deveria ir ver Lucas lutar no final de semana, que seu amigo era muito bom e devíamos dar apoio emocional para nosso colega. Coloca entre aspas na última palavra, pois eu não sou amiga de ficar torcendo enquanto vejo outra pessoa apanhando, muito menos torço quando os meninos jogam futebol na aula de educação física.
Mas eu fui, quer dizer, Malu e Bela me forçaram a ir. Gabriela ficou em casa porque precisava terminar um trabalho de literatura, já que ela deixa tudo para a última hora.
— Me perguntando o motivo de eu ter vindo...— digo com o semblante de cansaço assim que atravessamos a arquibancada cheia de pessoas animadas. Bela bufa ao meu lado, talvez eu entenda ela, deve ser difícil me escutar reclamar a cada 10 segundos.
— Está sentindo o cheiro de vitória hoje, Lena? — Gabriel pergunta com um sorriso presunçoso, ele coloca um dos seus braços envolvendo meu ombro e o outro usa para como se estivesse enxergando uma placa — Lucas Cavalcanti ganha mais uma luta, minha cara!
— Não poderia concordar mais — Malu deita cabeça no ombro do seu namorado enquanto os dois dividem um refrigerante de lata — Ele é bom, os golpes são certeiros e, vocês viram como ficou o rosto daquele garoto na última festa, né?
— Qual a graça de ver uma pessoa batendo na outra? — pergunto baixo, Caio revira os olhos rindo e dou de ombros.
— Meu Deus, olha quem tá ali! — Bela aponta para um garoto de cabelo castanho com a franja bagunçada, o braço direito coberto pela tatuagem e com uma linda morena ao seu lado — Se Joaquim Abreu existe, graças a Deus existe!
— Como é possível ser tão lindo assim? — Carol abre a boca pela primeira vez desde que chegamos, ela é bem calada às vezes, também fica com ou outros amigos delas, então de um tempo para cá é raro ela estar com a gente.
Ok, Joaquim Abreu é um gato e precisamos falar sobre ele:
Ele é lindo, talvez seja o meu tipo, ou melhor... Ele é o tipo de qualquer garota na minha idade.
Cabelo sempre bagunçado, a tatuagem de escarpa do braço, um sorriso de tirar fôlego e o estilo skatista.
Eu, Bela e Gabs somos apaixonado nele desde o nosso sétimo ano, ele ainda estava no primeiro do ensino médio e achava uma graça as três pirralhas pagarem pau para ele. Até invetamos um fã clube! Mas naquela época éramos meio estranhas, fazíamos coisas estranhas e falávamos estranho
Agora que podemos chegar em cima dele, morrer de amores por ele, o garoto me começa a namorar. Ah, por favor, né! Respeita a queda que eu tenho por você.
— Segura minhas pernas, que eu vou abrir! — Malu grita abrindo as pernas e todo mundo caí na risada — Ai, Caio. Deixa de ser chato, eu tô brincando!
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Dedilhando O Amor
JugendliteraturHelena é uma adoradora de música, se lembra até da primeira vez que escutou Legião Urbana aos 7 anos em uma tarde de domingo. Ela só não imaginava que uma das músicas deles seria a trilha sonora de sua adolescência. Quando percebe que seu ensino...
