Olá terráqueos, como estão?
Vim apenas avisar vocês o motivo de eu não ter postado nenhum capítulo por esses dias. Meu computador "quebrou", mas vou ver se levo ele no técnico ao sábado, assim vou voltar a postar na próxima semana, mesmo estando cheia de prova, devo uma à vocês.
Fiquei super triste em não conseguir postar, também tem o fato que estou sem celular, então nem tem como eu editar e postar, tá tudo conspirado contra mim.
Comentem e votem que dá um animação do caramba! ❤️
Bitoca no popô e até o próximo capítulo, meus xuxus.
*
O vento gelado do final da noite bagunça os fios do meu cabelo de um jeito grosseiro, estou andando calada por um bom tempo, a bebida já fazia efeito em todo o meu corpo e a moleza me domina. Lucas mantem as mãos nos bolsos da calça enquanto canta baixo alguma música.
— Não sabia que fumava maconha. — Lucas franze a testa meio surpreso, seu maxilar trava e encolho os meus ombros.
Talvez eu não deveria ter tocado no assunto, foi impossível não reparar na conversa aberta que Gabriel tinha deixado. Não é surpresa para mim ter meu amigo envolvido nesses assuntos, ele não é do tipo de pessoa que me surpreende com essas trapalhadas. Sem dizer que seus amigos não são flores que se cheiram, está incluso o Nicolas, que consegue tudo que ele precisa graças aos contatos que ele arrumou em um bairro perigoso, também tem o fato do meu colégio estar rodeado de "traficantes de meia tigela" que vende as suas coisas no banheiro masculino.
A minha surpresa é que Lucas, por praticar esporte, não estaria envolvido nesse tipo de coisa. Não é como se a maconha fosse o prolema, já que enchemos nossa cara de bebida barata que é bem mais perigoso que uma simples erva.
— Costumo usar apenas quando tô esgotado para um caralho — ele responde dando os ombros. — Pode considerar isso Rock 'n Roll? Só faltou tocar Oasis.
— Pode se dizer que sim — prendo o lábio inferior entre os dentes. — Quer ouvir a história dos meus pais?
Paramos em frente ao meu condomínio, ainda explicava para Lucas como meus pais se conheceram, mas mudamos de assunto em tão pouco tempo e eu simplesmente não podia ir embora agora. Parece que ele sabe o jeito certo de me prender em uma conversa e conseguir com que eu me sinta especial.
Consegue imaginar quando você começa a falar com uma pessoa e não quer mais parar? Eu simplesmente não liguei para horário, muito menos se estávamos sentados na calçada enquanto riamos alto no meio de uma rua deserta, apenas sei que poderia ficar ali para sempre.
— Eu sei que relacionamentos não duram, já coloquei isso na cabeça — sacudo as mãos no ar — Não consigo ver um relacionamento na adolescência durar para a vida inteira, é claro que existem exceções, mas não consigo acreditar que duram para sempre.
— Seus pais não são um exemplo? — Lucas pergunta interessado. Eu até que gostava de falar o porquê que eu não acredito em relacionamentos.
— Eles são uma exceção — sorrio — Acho que o amor dura para sempre, todos os momentos bons que você teve com a pessoa, mas o relacionamento, o título "casamento" e "namoro" para mim, é o que menos me importa. Um dia eu posso acordar e querer ir embora e no outro, eu vou querer que você entre no meu quarto cantando a minha música favorita quando eu estiver estressada. Sabe qual momento que eu vou amar?
— A pessoa cantando para você.
— Exato! A parte de eu querer ir embora também é o relacionamento, mas eu não amo ela, consegue entender? — Lucas me olha de um jeito engraçado, como se eu estivesse despejando 50 palavras em apenas um segundo — Eu só não acho que é necessário me apegar no relacionamento e sim, nos momentos que eu amo.
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Dedilhando O Amor
Teen FictionHelena é uma adoradora de música, se lembra até da primeira vez que escutou Legião Urbana aos 7 anos em uma tarde de domingo. Ela só não imaginava que uma das músicas deles seria a trilha sonora de sua adolescência. Quando percebe que seu ensino...
