Capins içam,
Arbustos ouçam.
Árvores têm olhos, braços, pernas, expiram.
Postes de luz são ciclopes, respiram.
Estradas cegas.
Estradas não podem ver.
Estradas não enxergam pois estão desertas.
Dia se fez.
Noite entra em cena.
Abri as cortinas.
Anoitecer se revela aos poucos.
Luzes da ribalta.
Como pássaro a pairar observo:
Observo dos céus menininha seminua.
Menininha seminua de vestidos longos,
Vestidos longos pra cima, sem calcinha,
Cócoras ou decúbito dorsal.
Menininha seminua, menininha adormecida,
Menininha debaixo d'árvore.
Menininha púbere com colpo liso, macio, abençoado.
Menininha igual livro sobre véu.
Retirada do ilhéu.
Jogada num léu.
Próximo aquela menininha,
Mais do que sombra, vulto.
Vulto dum senhor alto, barbudo, forte.
Calça e camisa bastante envelhecida.
Cores preto. Chapelão cor carvão.
Olhar penetrante pra baixo
A degustar o colpo visível.
Como pássaro a pairar observo:
Observo dos céus aquele senhor
A arriar as calças e preparar o falo.
Tal falo a penetrar adocicada menininha com teu colpo delirante.
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PORNEIA DESVAIRADA
PoesieATENÇÃO: Este livro não é adequado para pessoas beatas, sensíveis e politicamente corretas. As patuscadas rolam soltas nestes textos, em que nada ficam a dever aos sites e revistas proibidas da internet ou aos lendários "catecismos". Diversos mo...
