Não bebo café,
Medo de tornar-me um cifé.
Sem nenhuma fé.
Não bebo leite,
Medo de transformar-me num pau-de-leite.
Sem nenhum deleite.
Não bebo suco de laranja,
Medo de ficar igual toranja.
Sair dentro de mim uma galinha de granja.
Não bebo água,
Medo de metamorfosear numa ampalágua.
Boiar em frágua.
Estou vorazmente,
Estou ausente,
Devido a estar doente.
Estou com febre amarela,
Estou magricela.
O que me resta, ó donzela?
Tuas belas planícies e teu colpo a apreciar como capela.
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PORNEIA DESVAIRADA
PoetryATENÇÃO: Este livro não é adequado para pessoas beatas, sensíveis e politicamente corretas. As patuscadas rolam soltas nestes textos, em que nada ficam a dever aos sites e revistas proibidas da internet ou aos lendários "catecismos". Diversos mo...
