SOBRE E SOB O MAR DE NÃOS

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Não bebo café,

Medo de tornar-me um cifé.

Sem nenhuma fé.


Não bebo leite,

Medo de transformar-me num pau-de-leite.

Sem nenhum deleite.


Não bebo suco de laranja,

Medo de ficar igual toranja.

Sair dentro de mim uma galinha de granja.


Não bebo água,

Medo de metamorfosear numa ampalágua.

Boiar em frágua.


Estou vorazmente,

Estou ausente,

Devido a estar doente.


Estou com febre amarela,

Estou magricela.

O que me resta, ó donzela?

Tuas belas planícies e teu colpo a apreciar como capela.


PORNEIA DESVAIRADAHistórias para pegar e não largar. Descubra agora