Aria desliza as mãos por debaixo da minha camisa e brinca com as unhas por meu peito. A garota me deixava louco testando meu pescoço usando a boca. Ela sabe que sou fraco com tal tipo de coisa, e ultimamente tem feito isso cada vez mais.
─ Quanto tempo nós temos? ─ sussurra ela em meu ouvido. Então se afasta e olha em volta.
─ Tempo? ─ digo fracamente.
─ Até Draco surtar. ─ Lentamente, vai beijando-me até retornar ao pescoço.
─ Se ele surtar a culpa é de tua amiga. ─ Ela aproxima o rosto do meu e olha para mim. Diz pelo olhar coisas que não consigo decifrar, mas a feição não é lá das boas. Levo o braço até o rosto e cubro os olhos. Tento me convencer que Draco, Hanna e Caleb não existem, e que meu único problema é o distúrbio e o assassinato. Ela afasta meu braço do rosto para poder me olhar nos olhos.
─ Tudo bem, não vamos discutir por isso. ─ Falou ela. Concordei com a cabeça.
Ela está tão linda sobre essa luz azulada. Seu rosto faz sombras de cores e formas nas quais eu me apaixonaria novamente apenas em toca-las. Sua camisa era grande e cinza, assim tampava uma parte de sua calça de moletom preta. Era um jeito simples de se vestir, mas por incrível que pareça, qualquer coisa em Aria era incrivelmente belo.
─ O que foi? ─ Rindo ela toma um passo a frente, tendo que me fazer curvar o rosto pra baixo para conseguir encara-la nos olhos. (N/A: isso que da querer namorar um umpa-lumpa, agora vai viver com torcicolo.)
─ Você é a pessoa mais perfeita que já vi. ─ Falei pacificamente, tomando um punho de sua camisa em minha mão. O tecido se encaixava bem entre o aperto com meu dedão.
─ Há sete bilhões de pessoas no mundo. Por o menos dois milhões serão mais bonitas e melhores do que eu.
─ Poderia ser oito bilhões e mesmo assim não existiria alguém como você. ─ Aria abriu aquele lindo sorriso capaz de me matar várias vezes seguidas. Sua mão encontra meu rosto e naquele momento foi quase impossível não me derreter a seu toque. Meus olhos intuitamente se fecham e minha bochecha se força a sua palma. Os polegares de Aria se mexem em circular por meu rosto, fazendo carinho com a ponta das unhas. Eram pequenos toques que me faziam excitar para o mundo. Minha vontade era de segurar sua mão e sair correndo para longe. Brasil, França, Itália ou Grécia, tanto faz. Não preciso de lugar quando ela deixou-se ser o meu lar.
─ O que está pensando? ─ Ela questiona e em pouco tempo sou surpreendido com um suave beijo.
─ Em nós.
─ E qual sua conclusão?
─ Nenhuma. ─ Minto. Eu sabia exatamente seu efeito em minha vida. Sobre toda turbulência, medo e aflição que foram jogadas lixo quando ela chegou. Todos os gritos que recuavam em minha mente, todo sussurro misterioso, foram substituídos por lembranças de sua voz falha, sussurrando em meu ouvido às manhãs de sábado. Cogitar não deixar um travesseiro a mais na minha cama para caso ela venha na madrugada é a coisa mais improvável existente. Dificilmente volto a dormir no meio do colchão, se quando fecho os olhos espero acordar e encontra-la dormindo ao meu lado. É como se não fosse possível ver o sol, nascer pela minha janela, e não imaginar os raios em seu rosto e no qual linda ficaria iluminada pelo amarelado. Se isso é amar ou não, eu não sei. Sei apenas eu que fui jogado de joelhos ao chão, rezando à Deus para te-la em meus braços todos os dias até minha morte... Mas que merda, isso não é nem o começo da confusão. Ela me cegou tanto que eu pedi a todos os santos e anjos essa garota para mim, e eu sou ateu.
─ Se um dia encontrar me diz. ─ Ela falou e nos selou rapidamente, dando início a um lento beijo. Mal sabia Aria que teremos tempo suficiente para descobrir os mínimos detalhes um do outro. Ficaríamos juntos em quantas vidas fosse possível, pois daria tudo para nunca deixa-la.
Sendo revisada
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Snow || Ezria
Mistério / SuspenseSnow é uma mistura de romance e drama com uma pitada de comédia e suspense. Ao inverno chegar, Rosewood sofre uma série de nevascas. De neve em neve foi onde Ezra e Aria se esbarraram. Presos na biblioteca, Ezra Fitz o presidente do conselho estudan...
