(N/A: Sorry por focar em outro casal nesse capítulo, mas é que isso contribui para algo muito importante dos próximos capítulos. P.S. capítulo sendo revisado)
─ Para de misturar essas drogas! ─ Ordenou Ezra. Draco que o ignorou estava pensando em para onde o coelho que acabara de ver poderia ter ido, desabando no mar infinito entre as paredes talvez. Ou encontrado o portal de volta para o país das maravilhas? Pelas suas alucinações, ele e um anjo haviam galgado aquelas mesmas rochas rosadas coladas na parede.
─ Eles estão dançando? ─ Blake se virou quase caindo ao chão e olhou para Hanna e Caleb. Não sabia se era alucinação ou não. Mas nunca desejou tanto que aquilo não fosse real.
O quarto havia se tornado sufocante e abafado, devido a quantidade de jovens. Ele virou outro copo e deitou a cabeça no peito de Ezra, esticando a mão para alcançar o rosto do amigo. Ele sentiu um fio de suor escorrer ao longo da espinha. Quente como o verão. Ele podia sentir a dor independente de todas as drogas. Pensar nisso fez seus olhos lacrimejarem, e ele se tremeu, pensando em como conseguiria parar aquilo. Lá dentro, alguma coisa pesada bateu contra seu peito, primeiro com força, depois suave, nem seus próprios batimentos o menino reconhecia mais. Murmurrando palavras emboladas, ele firmou seus nervos, resolvendo, no último instante, acabar com aquilo. Se afastou de Ezra e limpou o rosto. Assim foi caminhando para a pista.
─ O que está fazendo? ─ Ezra gritou e tentou ir atrás, mas Aria o impediu. Draco segurou o pulso de Hanna, mesmo vendo tudo aquilo rondando, entre diferentes tipos de cores. Mesmo na luz roxa, a mancha branca resplandeceu ante seus olhos. E seus batimentos mais acelerados. Hanna o encarou e percebeu o qual fora de si estava. Sussurrou algo no ouvido de Caleb e saiu com Draco depois.
─ O que quer? ─ Ela colocou a mão no rosto do rapaz. Ele estava febril e suado. Nunca havia misturado tantas drogas.
─ A conversa que deveríamos ter tido a tempos atrás.
─ Você não esta bem Blake. ─ Ele tremeu com aquilo. A garota nunca havia de chama-lo pelo próprio nome.
─ Cale a boca e me deixe dizer. ─ Draco tirou a mão dela de seu rosto e deu um passo para trás. Fechou os olhos tentando ignorar tudo que via e imensa vontade de rir.
─ Eu estou acabado. ─ Gargalhou.
─ É sério isso?
─ Deixe-me terminar. ─ Esbravejou ficando sério. ─ Quando eu te vejo no campus, andando debaixo dos braços dele, minhas pernas simplesmente tremem e eu fico fraco. Prefiro cair de joelhos e ser chicoteado até morrer à ter que sentir aquela dor.
─ Cale a boca! ─ Hanna exclamou trêmu-la. Mas ele continuava.
─ Toda vez que ele tira sua roupa eu simplesmente morro um pouco mais por dentro. Isso não me parece certo. Você sabe que eu posso te tratar melhor.
─ Draco...
─ Fique quieta e me escute. Porque eu nunca tive palavras suficientes pra dizer, mas agora eu estou pedindo pra você ficar. ─ Chorando ela negou com a cabeça, o respondendo falho.
─ Caleb e eu é algo difícil de entender.
─ Caralho! Você não entende mesmo. Eu estou tão viciado em você que nem consigo me mexer. É uma droga nova que eu nunca experimentei. Mas que me destrói um pouco mais toda vez que consumo. Você simplesmte me deu uma faísca e a arrancou de mim assim que se tornou fogo. Você é um monstro por me fazer amar você. ─ Com ódio Draco andou para trás, pegou o copo de uma estranha em sua frente, e sorrindo virou para Hanna. ─ Como está tão bem? ─ Gargalhou ele. Com a feição atenuada voltou a prestar atenção nela. ─ Porque eu estou uma merda. Sabe? eu queria poder acordar com amnésia e esquecer cada detalhe estúpido que você me fez gravar. ─ Draco queria que ela ouvisse suas mágoas guardadas e que sofresse um terço do que ele sofreu. ─ Queria que quando passasse o efeito das drogas, eu abrisse os olhos e percebesse que isso não passava de uma coisa da minha cabeça. Eu te abraçaria tão forte que nunca mais a deixaria fugir.
─ Por que está dizendo isso?
─ Porquê você me fudeu, Hanna. Por completo. Eu estou louco, delirando, gemendo de tanta dor. Mas você? ─ Ri irônico. ─ Você está bem. Dançando com seu namorado, que nunca disse que a amava. Que nunca segurou sua mão quando estava com medo de fantasmas. Ele se quer sabe que você tem medo disso. Você está ótima sendo trouxa. Porém, quer saber? Vocês se merecem.
─ Não faça isso. ─ Hanna tentou levar a mão ao peito do garoto que se afastou rapidamente. Malfoy levantou o copo vazio e propôs um brinde.
─ Pela maior vadia que já passou por rosewood, justamente a que tanto defendi não ser. Vadias não são apenas as mulheres da noite, mas também as que matam por prazer... Como uma viúva negra. ─ Ele riu com todas as pessoas olhando. De longe Ezra o encarava furioso e Aria mais ainda. Não haviam de entender como tudo tinha chegado a isso. A escada foi iluminada e Alison se revelou abrindo os braços.
─ Já brindando para mim? ─ Saindo do salto Alison foi até à Ezra e Aria.
─ Casal? ─ A loira separou o dois que estavam abraçados no sofá, assim sentou no meio. ─ Saudades de vocês.
─ Não posso dizer o mesmo. ─ Falou Ezra virando o rosto e Aria o chutou.
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Snow || Ezria
Mister / ThrillerSnow é uma mistura de romance e drama com uma pitada de comédia e suspense. Ao inverno chegar, Rosewood sofre uma série de nevascas. De neve em neve foi onde Ezra e Aria se esbarraram. Presos na biblioteca, Ezra Fitz o presidente do conselho estudan...
