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Quebranta-me

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Minha Senhora da Tristeza que me consome
A cada dia minha alma se esvai em suas mãos,
cada parte de mim lateja e se fragmenta 
em sua fria e tremula imensidão

Ah minha Senhora da Tristeza
que me suga cada vez mais
Ávida por meu sofrimento perpétuo
Minha alma doente está em pedaços
e este fardo não suporto mais

Minha voraz Senhora da Tristeza,
que consome meu coração
Sufoco e fraquejo com esse rubro e pulsante
onde paira minha existência repugnante, 
onde cresce minha danação e solidão

Minha Senhora da Tristeza
suas marcas cravadas em mim 
alimentam minha tragédia
a cada passo por entre essa floresta de espinhos, 
que criaste tão gentilmente para mim, 
sinto-me afundar em meu pecado

Ah minha Senhora da Tristeza
minhas lagrimas não te satisfazem mais? 
Meu horror e minha dor não a enaltecem mais?
Contorço-me mais e mais a cada dia 
sem uma gota de paz

Oh minha amada Senhora da Tristeza
por que não apaga-me logo 
e finalmente traz um fim para meu sofrimento
Por que sorri tão melancolicamente?
Em minha penitencia não haverá perdão?
Ou gosta de devorar pouco a pouco minha sanidade
e coração?  

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