Diferentemente perfeita
Mas tão igual quanto todas as outras
Tão incomparável quanto aquelas
Que as julgam pelas costas nuas
Tão segura de si quanto alheia
Ao mundo torto que lhe rodeia
Em loopings eternos intensa loucura
Que giram em torno da sua alma
Sem resquícios de qualquer cura
Quem a ve tristemente em seus dias
Tão morte de si quando respira
Não acredita na vida que ali habita
Tão frágil que fracamente se inspira
Dos males que tocam-lhe os pulmões
E em sua cabeça transpiram mãos frias
Ferro ferido, fundido e forjado
Sem a cura real para um animal mal tratado
A alcateia chorava e todos uivavam
Garras e presas cruas brilhavam frias
enquanto um novo escarlate se esvaia
Eram assim seus dias do raiar ao se por
Do sol que por ela sangrava radiante
Todos vivos mas sem cor e sem amor
E morriam para nascer por mais um dia
Nesse ciclo intermitente chamado vida.
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Poemas Mortos
PoetryNão penses que ao abrir esta porta encontrara flores, belas cores e cálidos amores de verão, aqui só veras a mais bela, nefasta e torta escuridão. Se queres algo gentil vá escrever sobre o desabrochar dos lírios na primavera do seu coração! Ah e se...
