Diferentemente Igual

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Diferentemente perfeita
Mas tão igual quanto todas as outras
Tão incomparável quanto aquelas
Que as julgam pelas costas nuas

Tão segura de si quanto alheia
Ao mundo torto que lhe rodeia
Em loopings eternos intensa loucura
Que giram em torno da sua alma
Sem resquícios de qualquer cura

Quem a ve tristemente em seus dias
Tão morte de si quando respira
Não acredita na vida que ali habita
Tão frágil que fracamente se inspira
Dos males que tocam-lhe os pulmões
E em sua cabeça transpiram mãos frias

Ferro ferido, fundido e forjado
Sem a cura real para um animal mal tratado
A alcateia chorava e todos uivavam
Garras e presas cruas brilhavam frias
enquanto um novo escarlate se esvaia

Eram assim seus dias do raiar ao se por
Do sol que por ela sangrava radiante
Todos vivos mas sem cor e sem amor
E morriam para nascer por mais um dia
Nesse ciclo intermitente chamado vida.

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