Como conheci o anjo - parte 2

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- Cass, como é o céu?

- Ah... É um lugar mágico! Não é como vocês pensam, lá vocês podem reviver os melhores momentos de suas vidas e encontrar pessoas conhecidas, seguindo uma longa estrada que dá em Joshua, o jardineiro de Deus.

- Espero que eu possa mesmo ir para o céu...

- Já conheceu Crowley?

- Não, quem é?

- O rei das encruzilhadas, prega peças como um brincalhão.

- Um demônio?

- Um demônio muito poderoso.

- Por que mesmo você nunca namorou ou...?

- Não tenho tempo para essas coisas, Megan. Eu sou um anjo, tenho muitos afazeres, quero dizer... tinha.

Cass se mostrou triste com o fato de quê agora, não tinha mais o que fazer... o que faria se sua vida agora? De repente, uma das garotas mais velhas que eu ensinei apareceu, Su, dezenove anos. Ela me puxou para o lado, deixando Cass sem reação ali, parado.

- Ei, fiquei sabendo do anjinho... lindo ele né?

- Su, ele não é pro teu bico - ri.

- Por que não?

- Su, ele é um anjo! Por favor..

- Aí, e daí? Achei ele uma gracinha.

- Atirada.

Saí rindo e fui ao encontro de Castiel, ele me aguardava.

- O que sua amiga queria?

- Ah... nada de mais, te achou "uma gracinha" e o resto você já imagina.

- Entendi. Onde vou ficar?

- Você vai para uma cabana, lá, morará sozinho, você é um anjo e merece tratamento especial. Uma casinha pequena só pra você é um privilégio aqui! Apenas os instrutores e os líderes tem suas próprias cabanas. Sinta-se honrado.

- Interessante.

- É a cabana de um antigo hippie residente daqui, portanto, tem um monte de badulaques de "paz e amor".

Caminhamos até a futura casa de Cass, as cabanas individuais eram afastadas das coletivas, então tivemos que andar um pouco mais.

- Essa é sua nova casa, Castiel. Sei que não é o céu mas é tudo que podemos oferecer no apocalipse croatoan.. sabe, em uns anos, a terra vai estar livre deles, então, poderemos matar ou trancafiar o Lúcifer de novo. Até lá, bem, me desculpe.

- Não, eu me desculpo.

Ele sorriu sem mostrar os dentes e então chegamos à nova casa de Castiel.

- É aqui - Abri a porta.

Quando o interior se revelou, Cass realmente adorou. As paredes tinham umas fotos de Bob Marley e um prego segurava um daqueles chapéus de paz e amor, verde, amarelo e vermelho. A cama era simples e ostentava lençóis limpos e brancos, com um edredom grosso e bege por cima. Haviam algumas estantes de madeira, e seus espaços eram preenchidos com discos de vinil ( que se encaixavam no aparelho ao lado de uma poltrona azul turquesa ), CDS, fotos e livros. O interior da casa era branco com manchas de tinta pela parede, que foram feitas propositadamente. Um lustre revestido com velas aromáticas ficava no centro, sobre uma mesinha de madeira e dois sofás verdes. A casinha tinha quatro cômodos, entramos pelos fundos, onde ficava o quarto e a sala, tinha um banheiro com um chuveiro e uma banheira ( um real privilégio, somente as pessoas mais importantes do acampamento tinham banheiras. Senti uma pitada de inveja ao saber que Dean dera uma banheira de bandeja a Castiel, enquanto eu levei dois anos para conquistar uma... mas hoje eu sei que Cass realmente merecia... tirou Dean do inferno, não?), tinha uma cozinha com fogão ( outro privilégio, as pessoas comuns comiam no refeitório, acho qie Dean queria Cass meio que... afastado das outras pessoas. ), geladeira e uma mesa, além de dois armarinhos brancos e o lugar de Castiel tinha uma salinha, a parte frontal da casa. Era um ambiente de paredes de madeira, assim como o quarto, tinha livros e cds espalhados, a porta da frente não existia... era uma cortininha de missangas de madeira coloridas. Um ambiente decorado com velas aromáticas, dois sofás e um tapete verde, vermelho, amarelo e preto. Futuramente, várias mulheres se sentariam ali com ele, ouvindo o que dizia e depois... bem, explico depois. E esse futuramente demoraria seis meses, quando Cass se tornaria um cara " Paz e amor, brother!".

- Gostou?

- Adorei. Muito obrigado, Megan. Aqui tem chá de camomila?

- Deve ter na cozinha.

Fomos à cozinha em busca de uns saquinhos de chá para preparar. Por sorte, haviam duas caixas cheias de saquinhos e um bule de água.

Esquentei a água no fogão e coloquei-a em uma caneca azul escura desbotada com bolinhas brancas. Em seguida, coloquei o saquinho de camomila na caneca. Cass me observava atentamente.

- Tome.

Ele pegou o chá e o bebeu lentamente.

- Olhe, Castiel, já são seis horas e eu tenho que ir para meus aposentos. A noite cai e hoje tenho que dormir mais cedo, amanhã é dia de treinamento, você vai treinar.

- Armas ,não?

- Sim, Cass... armas.

Saí pela cortininha de entrada da casa e fui andando para a minha, feita de tijolinhos a mostra e entrei. Tomei um banho, pensando na conversa com Cass.

Jimmy...

Logo fui para meu quarto, procureu um pijama e o vesti. Lá no acampamento, eram poucas as roupas fornecidas, minha sorte é que, dois anos atrás, eu enchera minha mala de roupas, portanto tinha um tanto considerável. Me vesti e fui para a cama. Dormi.

Um anjo em minha vidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora