Dia seguinte

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Acordei na manhã seguinte ao meu aniversário. Não se pode dizer que era lá uma manhã, já que passava do meio dia. Minha cabeça doía muito e eu ouvia o barulho dos pássaros lá fora. O que acontecera naquela madrugada? Bem, quando acordei, não me lembrava de nada e lamentei não poder ter continuado daquele jeito. De repente, um forte jato de dor se apossou da minha cabeça e ela latejou como nunca antes. As lembranças vieram num flash, como se o flashback tivesse sido ligado dentro de mim. Eu via a cena... matava Jonas e pedia para Dean não falar a ninguém que fora eu. Minha visão estava embaçada e eu nem fazia ideia do que estava acontecendo ao meu redor. Oubia murmúrios do outro lado do quarto e, quando minha visão entrou em foco, vi Castiel e Dean, ali, parados.

  - O que vocês estão fazendo aqui?

  - Vim ver se você estava em condições para a aula... mas... - Dean me pareceu desapontado - mas não está. Você está mal, Megan.

  - Claro que não estou...

  Tentei me levantar da cama e meu estômago deu uma cambalhota. Pareceu que minhas entranhas resolveram dar uma festa sem me pedir a permissão para isso. Me veio uma ânsia de vômito e eu olhei para um balde no chão. A cor dele me deu nojo não sei por quê, e, então, vomitei.

  - Você não está bem.

  - Ok, ok... Já entendi. E o Cas? Que faz aqui?

  - Vim cuidar de você, Meg.

  - Meg?

  - Gostou?

  - Bem... - me embaralhei.. nunca antes fora nomeada com um apelido - está ótimo! Adorei.

  Castiel sorriu e Dean fez uma cara séria bem contagiante, que fez Castiel apagar o sorriso do rosto recém-barbeado e me olhar com seriedade. Dean soltou um suspiro e me olhou.

  - Cuidado da próxima vez. Crots são fortes.

  - Entendi.

  - Olhe... eu tenho muita coisa lra resolver... Giulia, Gortt, Gartt, Gemma e eu vamos naquele hospital.

  - Ah... tudo bem. Pode ir, pai.

  - Cuide dela - vociferou para Cass.

  - Cuidarei.

  Dean saiu como uma bala pela porta e me deixou a sós com Castiel.

  - Por que "Meg"?

  - Porque gostei.

  - Ah... legal.

  - Você está bem?

  - Pareço estar? - Olhei ironicamente para ele.

  - Foi só uma pergunta - corou.

  - Não foi nada... fique tranquilo. Sente. - indiquei uma poltrona preta ao lado da cama.

  - Tá.

  Castiel andou até mim hesitante. Não sei se ele estava com medo de minhas respostas ou de Dean...

  - Desculpe.

  - Não foi nada, Megan.

  - Meg - corrigi-o.

  - Meg... - sorriu.

Ficamos em silêncio por algum tempo, contemplando o nada, o vazio de nossas mentes. Eu tinha certeza que Cass lembrava do céu, mas não sabia voltar mais, estava sem poderes. Era um anjo poderoso. Castiel era o tipo de homem legal, interessante e bom de conversar... daqueles que falam com você não pra te levar pra cama, mas por te conhecer. Era o protótipo homem perfeito.

Um anjo em minha vidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora