Capítulo 15

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MINUTOS DEPOIS, ele despediu-se do amigo e riu de sua conversa. Todos encontrariam o amor de suas vidas? Desde quando Leon falava daquela maneira? Aquilo transformou-se em uma piada. Marcollo poderia estar casado com Nìcolla, mas quando bem entendesse, poderia livrar-se dela.

Não se lembrava de passar noites em claro esperando que ela lhe desse tempo, tendo que tomar banhos frios a fim de livrar-se daquele desejo febril. Sua atração por ela acabaria em breve, pensou ele com veemência, e quando isso acontecesse, jamais ficaria longe da filha novamente.

Ele fitou bela visão do mar e das casas de Positano, do terraço onde se encontrava. Há dois dias, fazia amor intensamente com sua esposa e sentia-se completo com ela. Quando a via, sua pele se arrepiava. O que estava acontecendo com ele? Desde quando misturava razão e emoções?

Um empresário bem-sucedido como ele jamais dava atenção às emoções, do contrário, a Bulgarelli Oil estaria na ruína. Afastou os pensamentos para longe. Continuaria a fazer amor com ela, do mesmo modo que imaginou quando estava na cadeia. A última mulher com quem havia se deitado antes de ser preso. A mesma que não saía de seus pensamentos.

Ele a avistou caminhando pela sala de estar, meneando os quadris avantajados e causando uma forte excitação nele. Marcollo revirou os olhos e se acercou dela.

- Nìcolla! - Ela virou-se com a expressão de espanto.

- Você me deu um susto! - Ela colocou a mão sobre o peito, na tentativa de se acalmar.

- Desculpe-me. Não era minha intenção. Você está bem?

- Agora, sim.

- Certo. Meu amigo Leon me ligou a pouco para avisar que o casamento dele será em três dias.

- Desejo felicidades ao casal. Ele se unirá com uma mulher muito querida.

- Também concordo com você. Entretanto, a questão é que ele quer que nós vamos a Milão para participar da ocasião. E é claro que não poderei ir sozinho. Afinal, tenho uma esposa. - Ela a viu corar e sorriu em resposta. Era sua esposa em todos os sentidos da palavra.

- Por mim, sem problemas. Fico muito feliz em compartilhar um momento especial com Felippa. Eu e ela nos tornamos amigas.

- Acha que devemos levar Celeste para que eles a conheçam?

- Acredito que sim. Se você diz que eles são muito seus amigos, penso que é importante.

- Então, prepare-se para viajar. Partiremos hoje à noite. Vou pedir que Giovanna arrume nossas coisas.

- Eu mesmo posso arrumar minhas coisas! - Protestou ela.

- Pare de ser teimosa, Nìcolla. Não se incomode com isso.

- Não vou pedir nada a Giovanna. Eu ficaria um tanto envergonhada se ela visse os trajes íntimos que você me deu aquele dia.

- Como queira, então. A escolha é sua. Apenas esteja pronta às 19h. Vou pedir que um carro nos leve até o aeroporto de Nápoles e de lá, voamos para Milão. Eu ainda tenho que resolver algumas coisas no escritório.

- Até mais tarde, então.

ELA LHE DEU as costas por sua insolência. Que homem arrogante! Ela não permitiria que ela controlasse cada movimento seu! Ela fechou-se no quarto e trouxe Celeste consigo, a fim de passar o tempo. Pegou uma das malas caras que ele havia lhe presenteado, ou melhor, exigido que ela usasse e colocou-a sobre a cama.

A filha estava observando com os olhinhos azuis atentos, como se tentasse conversar com Nìcolla como uma adulta. Sua pequena estrelinha. Ela era a luz de sua vida, iluminava todos os seus dias. A filha deveria estar sofrendo com tantas turbulências e mudanças nas suas. Em um momento, vivendo em uma cidade pacata ao norte italiano, e agora, as duas estavam nas mãos de um sedutor e no seu lindo palazzo.

A Herdeira Perdida - Série Apaixonados e Poderosos - Livro 3 (COMPLETO)Onde histórias criam vida. Descubra agora