Chapter thirty-one

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Oi gente!!!! Demorei mas cheguei! Esperei que vocês gostem do cap e eu aconselho a ouvirem:
-All I want
-Chasing cars
-Say something
Enquanto o leem, se quiserem se emocionar! Eu, a autora, que escreveu, chorei...Mas enfim! O rumo da história de Harry e Olívia está sendo traçado!
Aproveitem o cap!
Nah xx



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"Porque se pudesse ver seu rosto mais uma vez, tenho certeza que eu poderia morrer um homem feliz." - All I Want, Kodaline

***

Quando Olivia deixou a casa, tudo parecia menor e mais apertado. A camisa que aparentemente estava no tamanho certo, encolheu e o deixou sem ar. Estava tudo resumido naquela garota que acabara de ir embora, o deixando sozinho com suas inseguranças e maiores medos. Quem o faria lutar agora?

Recapitulando sua vida, não precisando ir muito tempo atrás, descobriu que não se importava com a morte. Na verdade, até mesmo a via como um alívio a suas dores e depressões, que consumiam toda a alma que ainda havia em seu corpo. Harry havia chegado ao inferno sem nem ao menos passar pela morte e aquilo estava queimando-o intensamente desde então. Doía tanto, gostaria apenas de arranjar um jeito para fazer parar.

Ele achou. Achou o anjo que decidiu que o homem não deveria mais viver na obscuridade, não deveria viver queimando, que aquela dor era tamanha para alguém suportar só. Era uma autoflagelação e estava cansado de se machucar, dele mesmo atear o fogo em seu corpo todas às vezes que achava que as chamas se apagariam. Aquela morena havia retirado os fósforos da mão dele, jogado água em todo seu corpo, cuidado das queimaduras e beijado todas as suas cicatrizes. Ela o fez sair do inferno e pegar uma passagem direta para o paraíso.

Style apenas precisava reconhecer e aceitar que mesmo com todas as suas bagagens ruins, Linton o havia escolhido. O havia escolhido para amar, para proteger, para se submeter. E naquele momento, descobriu o porquê de não querer mais morrer. De não poder morrer.

Era ele e mais ninguém.

Como uma estrela cadente que passa uma vez me anos, aquela oportunidade era única demais para que jogasse fora e seguisse sua vida como se nada nunca tivesse acontecido. Ele precisava viver. Precisava estar ali, estar com Olivia, estar para Olivia, estar por Olivia. Ela era tudo de bom que possuía em sua miserável existência.

Levantou-se do sofá e desceu para o sótão escondido de sua casa, pegando algumas as armas que escondia ali. Colocou duas em sua cintura e segurou duas em suas mãos. O barulho dos pentes de balas caindo dentro de seu bolso o faziam quase chorar ou gritar com o universo por que aquilo. Por que aquilo agora? Por que não tentaram matá-lo a meses atrás? Seria tão fácil, tão simples. Mas agora ele não podia.

Respirou fundo e olhou-se no espelho.

"Você pode fazer isso, Harry. Você vai ficar bem."

Deu leves tapinhas em seu rosto e começou a dar grandes passos para a saída da mansão. Enquanto andava, podia sentir o turbilhão de emoções passarem por seu corpo em menos de um minuto. O sofá onde se deitava para rir com a morena, ou a bancada da cozinha onde havia tocado seu corpo pela primeira vez, ou o corredor, que era por onde ela fugia quando estava correndo dele. A risada contagiante parecia explodir em sua mente, gostaria de deitar-se no chão e deixá-la estourar seus tímpanos.

Yes, sir. | h.sOnde histórias criam vida. Descubra agora