Capítulo 2 - A MANADA

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A equipe de pesquisadores partiu em direção à Floresta Negra, seguindo uma antiga trilha de lenhadores. A mata era densa e escura, o que justificava o seu nome. Árvores altas erguiam-se dezenas de metros acima, com copas densas que impediam a entrada direta da luz. Uma penumbra sombria e úmida parecia brotar do solo, dando um tom sinistro ao lugar.

- O que vocês acham que fez aquilo? - questionou Lucas ao grupo. - Não parece que foi feito por um animal só.

Professor Rodrigo olhou sério para o estagiário. Ele conduzia o grupo pela trilha carregando uma espingarda nas mãos e um chapéu de feltro na cabeça. Levantando uma sobrancelha, apenas respondeu:

- Nada de especulações, jovem garoto. Viemos aqui buscar evidências e não fazer adivinhações!

Os outros membros da equipe se entreolharam e sorriram, em tom debochado. Lucas ficou sem jeito, se sentindo um novato inexperiente.

A caminhada foi demorada e cansativa. Cada pesquisador carregava uma pesada mochila com roupas, instrumentos de investigação e equipamentos de sobrevivência para armar o acampamento. Avançavam lentamente, mas se mantinham atentos aos sons e movimentos naquela mata escura.

Era uma sexta feira e passariam o final de semana em busca da bizarra criatura. Eles seriam os caras que dariam um fim ao mistério do monstro que atormentava o vilarejo na borda da floresta.

Um barulho estranho surgiu por dentro da mata. Vinha de algum ponto à frente na trilha, e todos pararam imediatamente. Professor Rodrigo colocou o dedo em frente aos lábios, pedindo silêncio. Lucas sentiu uma ponta de medo, enquanto os outros pareciam estar mais curiosos do que assustados.

Arbustos e folhas se mexiam logo adiante, e o som de galhos se partindo aproximou-se rapidamente. O homem com a espingarda deu um passo à frente, atento aos movimentos. Ele era o líder e a ele cabiam as decisões. Buscando descobrir o que provocava aquele distúrbio na mata, surpreendeu a todos, a tempo de gritar:

- Saiam da trilha, agora!

Todos correram e se atiraram para os lados, segundos antes de serem atropelados por uma manada de animais em desespero. Javalis, cervos, lebres e até cachorros do mato atravessaram, em pânico, de um lado ao outro do caminho. Por um triz, a equipe não foi pisoteada pelo bando enlouquecido.

- O que foi isso? - disse Lucas, ofegante. - Para onde estão indo?

Professor Rodrigo ajeitou seus óculos, com olhar curioso:

- A questão certa seria: de quem estão fugindo?

Antes que alguém pudesse responder, as copas das árvores balançaram como se uma golfada de vento as agitasse com força. Uma sombra enorme se projetou acima de suas cabeças, escurecendo ainda mais a mata. Era impossível ver o que era, por causa da densa copa que se formava cobrindo o céu. A sombra cruzou sobre o dossel, desaparecendo tão rápido quanto surgiu. Um silêncio mortal atingiu a floresta, que nem os pássaros e os insetos ousavam fazer barulho.

- Que diabos foi isso??? - Bertran parecia apavorado, pela primeira vez.

- O que foi, ainda não sabemos. - respondeu o chefe da equipe, tentando manter a calma do grupo. - Mas é o nosso trabalho investigar.

- Você parece muito calmo pra quem está conduzindo nosso grupo pra morte! - se manifestou Gael, o paleontólogo. Ele aparentava estar bastante perturbado pelo que acabara de ver.

- Se alguém aqui está arrependido de participar deste campo, então pegue suas coisas e vá embora! - respondeu o professor, com uma cara nada amigável. - E não esqueça de devolver ao órgão financiador todo o dinheiro que já recebeu deste projeto!

Os demais pesquisadores endureceram e desviaram o olhar.

- Este trabalho é para profissionais e não para amadores. Se existe algum amador por aqui, então aconselho que deixe a equipe e volte pra casa!

O silêncio imperou no grupo, e Professor Rodrigo juntou suas coisas novamente, continuando a caminhada mata adentro. Os demais o seguiram quietos por um longo tempo, assustados, e imaginando que terrível criatura teria perseguido os animais pelo céu.

O sol desceu por trás do topo da colina e o crepúsculo escureceu a Floresta Negra, deixando-a ainda mais sinistra. Empurrando o galho de um arbusto espinhento para o lado, chegaram a uma clareira protegida por um imenso paredão de pedra. O líder deu uma olhada ao redor e largou sua mochila no chão.

- Vamos acampar aqui!

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O que vai acontecer com os pesquisadores no futuro acampamento?

O que é a criatura alada e mortal que tanto atormenta os animais da mata?

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