O sinal soou anunciando o intervalo. Lucas sempre saía da sala por último, pois gostava de estar atento à explicação e, por isso, deixava para copiar o quadro no final. Era um típico nerd que lia muito, entendia tudo sobre novos aplicativos e softwears científicos. Isso tinha sido uma distinção na hora de conseguir um estágio no laboratório de zoologia da Universidade.
Em vez de ficar no pátio interagindo socialmente, gostava de ir para o laboratório, garimpar as coleções zoológicas. Costumava evitar o armário dos insetos e aracnídeos, mas tinha uma predileção pelos répteis, aves e pequenos mamíferos.
- É fascinante acreditar que as aves, a grande classe dos cordados voadores, sejam descendentes evolutivos diretos dos répteis! - disse uma voz atrás de si.
Era Professor Rodrigo, com olhos analíticos por trás dos óculos.
- Sim! É fascinante. - respondeu Lucas.
- Mas, apesar de hoje serem os únicos vertebrados dotados de asas, com exceção dos morcegos, eles não foram os únicos até alguns milhões de anos! - afirmou com um certo brilho no olhar.
- Como assim? Você está dizendo que havia algum galinhossauro, ou algo do gênero?
Professor Rodrigo pareceu não gostar da piada. Ele costumava levar as coisas muito a sério.
- Venha comigo ao museu! - falou o homem, determinado. - Vou te mostrar uma coisa.
Os dois saíram do laboratório e desceram as escadas do Centro de Ciências. Enquanto atravessavam o pátio aberto, o professor continuou:
- Na classe dos répteis primitivos, existiu um grupo específico de animais alados que dominaram os céus na era dos dinossauros, capazes de voar por grandes distâncias.
- É mesmo?
- Haviam criaturas pequenas do tamanho de um pardal, mas outras chegavam a atingir a envergadura de aviões.
O olhar dele, por trás dos óculos, estava ficando sinistro.
- Quem eram esses animais? - Quis saber mais o estagiário.
- Eram os pterossauros, predadores vorazes. Mas há indícios de outros grupos que, possivelmente, evoluíram posteriormente.
- E que grupo seria?
Antes que Professor Rodrigo pudesse responder, a terrível criatura desceu do céu, balançando árvores com o bater de suas asas gigantes. O monstro reptiliano agarrou o homem com suas garras enormes e devorou seus olhos com o bico cheio de dentes afiados. Uma cena terrível e macabra se repetia diante de si.
De repente, uma luz tímida tocou o rosto de Lucas, fazendo-o despertar. Por um segundo, estava assustado, não sabendo onde se encontrava. Olhando ao redor, percebeu que estava estirado de barriga para cima, em plena Floresta Negra, no mesmo lugar onde apagou na noite anterior.
Teria o sonho lhe trazido lembranças e indícios de que o chefe de sua equipe já sabia a respeito do monstro e do suposto tesouro do Velho Jon?
Seria a bizarra criatura um réptil alado que teria evoluído posteriormente a partir de algum predador carniceiro voraz?
O jovem estagiário tentava encaixar as peças do quebra-cabeça enquanto averiguava a sua atual situação. Precisava encontrar um meio de voltar para casa, mas estava completamente perdido naquela floresta imensa, sem equipamentos, sem comida, com um louco psicopata querendo a sua cabeça e um dragão gigante desejando comer suas vísceras.
Pensou nas vozes e na proposta. O que deveria fazer, agora?
Sua barriga roncava de fome. Ouviu um barulho estranho vindo mais adiante, por trás das árvores.
Decidiu averiguar. Depois de tudo o que vivera até ali, não tinha mais nada a perder.
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Então, caros leitores! Floresta Negra está de volta trazendo nosso protagonista, agora, desperto de sua última noite aterrorizante.
Que barulho estranho chamou a atenção de Lucas por trás das árvores?
Será que ele, depois de tanto sofrimento e de ter encarado a morte, está mais destemido neste novo despertar?
Acompanhe a história, comente e, se curtiu, vote para dar aquela força! ;-)
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Floresta Negra
HorrorVencedor de 18 prêmios literários na Plataforma Wattpad! Floresta Negra é um thriller de terror, suspense e dark fantasy, com mistério e tensão do início ao fim. A história começa em um vilarejo rural na borda de uma imensa floresta, onde coisas ma...
