Capítulo 18 - O CHAMADO DA FLORESTA

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O monstro batia as asas em direção ao ninho, com o semblante carregado de ódio e sede de vingança. O dragão abria o bico em um urro estridente e desesperado, revelando dentes afiados e mortais. Lucas esperava, aterrorizado, pelo seu fim iminente, quando algo inesperado aconteceu.

Vindo lá de baixo, daquele oceano verde que se expandia no horizonte, um barulho alto, como o farfalhar de asas, surgiu. Lucas viu uma mancha escura e amorfa se formar sobre o dossel de árvores gigantescas. Aquela coisa se movia, um tanto fluida, na direção do monstro. Mudava de forma a todo o momento e, de repente, o jovem estagiário percebeu do que se tratava.

Alcançando o dragão numa velocidade incrível, a mancha escura o envolveu, atacando-o ferozmente por todos os lados. Era uma nuvem de pássaros, de todos os tipos e tamanhos, que freneticamente bicavam a couraça escamosa de Tiamat. A Floresta Negra havia atendido ao seu chamado.

O grande réptil contorceu-se e contraiu o corpo diante do ataque surpresa, emitindo gritos ensurdecedores. A nuvem amorfa de pássaros deslocava-se em movimentos fluidos e sincronizados, como se fossem um grande organismo coletivo. Era um evento visualmente impressionante e cientificamente fascinante para o jovem estagiário.

Lucas sentiu um breve alívio, no primeiro momento, mas sabia que aquilo não resolvia o problema. Estava no topo de uma montanha, sem saída para descer, pois as bordas do ninho beiravam um imenso penhasco de centenas de metros. Se ele pulasse ou caísse daquela altura, inevitavelmente, encontraria a sua morte entre as rochas e fendas topográficas.

Ele queria sobreviver. Tinha que encontrar um meio de escapar. Mas, como? Pensou em como chegara até ali. O dragão o trouxe voando, e a única forma de deixar o ninho era voar de volta até o solo. Aquilo era insanidade. Uma total loucura, mas a única coisa lógica a fazer.

Não tinha como pegar carona na nuvem de pássaros. Ela mudava de forma a todo instante e movia-se de modo metamorfo e fluido, bicando e tentando perfurar as escamas coriáceas de Tiamat. Se pulasse sobre a mancha, provavelmente atravessaria direto, estatelando-se montanha abaixo. Seria uma morte horrível, com muito sofrimento e dor. A única alternativa era voar de volta com o monstro.

Como faria isso? A dúvida e o desespero povoavam seus pensamentos. Tinha que criar uma estratégia de fuga com o mínimo de danos possível. Pensou em todas as possibilidades que estavam ao seu alcance.

Ser carregado de volta era improvável, pois a raiva da criatura pela perda da cria o faria ser esfolado vivo e sem misericórdia. Não havia uma corda para que pudesse laçar o grande réptil e seguir pendurado.

Ele teria que encontrar um meio de cavalgar o dragão. 

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E agora, o que Lucas vai fazer?

Como ele vai conseguir escapar do ninho e das garras mortais do terrível monstro?

O protagonista se encontra em situações cada vez mais perigosas que exigem inteligência, sangue frio e, certamente, um pouco de loucura. Consegue adivinhar como este suspense macabro vai se desenrolar até o fim?

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