Capítulo 7 - O CORPO NA CABANA

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Os dois caminharam em torno da cabana do Velho Jon, atentos a todos os sons e movimentos. Professor Rodrigo andava com a espingarda apontada para a frente, na iminência de que o lenhador insano o atacasse a qualquer momento. Lucas tremia de medo, frio e fome, aguardando as ordens do seu superior.

- Gael, Bertran! Vocês estão aí? - perguntou o homem armado.

Uma brisa fria sacudiu as folhas das árvores ao redor da colina. Era possível avistar, logo adiante, a trilha que continuava no outro lado do morro, descendo pelo vale que serpenteava em torno de um rio. Ele teve a impressão de ver alguém correndo ao longe. Não foi possível identificar quem era.

Em frente à entrada, o solo estava pisoteado, com pegadas humanas e uma marca gigantesca de três dedos posteriores e um anterior. Havia um odor putrefato ao redor e respingos escuros manchavam as paredes e as janelas do lado de fora do abrigo. Era sangue.

Na cabana, pairava apenas o silêncio. Só se podia ouvir o farfalhar das folhas e o canto matinal dos pássaros. Havia uma beleza sinistra na paisagem, e ambos estavam tensamente apreensivos. Professor Rodrigo fitou o jovem, com o semblante sério, e fez sinal com a cabeça pra que Lucas entrasse pela porta.

O garoto, incrédulo, fez que não com a cabeça. O homem o olhou com o rosto severo, franzindo o cenho. Ele apontou a espingarda na direção ao jovem, sem titubear. Imediatamente e assustado, o estagiário largou a mochila com os equipamentos no chão.

Contrariado, Lucas levantou suas mãos para cima e se dirigiu, lentamente, até a porta do abrigo. O suor escorria gelado quando tocou na porta de madeira com suas mãos frias e úmidas. Hesitou, por um momento, antes de olhar mais uma vez para o semblante do líder. Sujeitado, ele respirou fundo e entrou.

Dentro da cabana, estava tudo revirado. As ferramentas da parede haviam sido derrubadas. Viu garrafas quebradas pelo chão, e coisas atiradas se espalhavam no aposento único do alojamento, como se uma briga tivesse acontecido ali. Um cheiro forte e metálico se espalhava pelo ar. Moscas esvoaçavam no vidro da janela emitindo um som irritante.

Lucas se assustou quando chegou ao centro do abrigo. Havia o corpo de um homem de bruços sobre uma grande mesa de madeira. Ele estava caído no canto, do outro lado do aposento. Havia uma câmera digital ligada em uma das mãos. Era Bertran.

O jovem foi até o corpo para ver se ele ainda estava vivo. O coração disparou e a respiração ofegante emitia um vapor sinistro na fria manhã. Para seu terror, quando virou-o de lado, ele estava com um machado atravessado no meio do rosto.

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O que será que aconteceu com os dois pesquisadores que se aventuraram a explorar a cabana do Velho Jon?

Onde estará Gael, já que havia apenas um corpo no alojamento?

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