( Katlin)
O dia amanheceu nublado, o frio me relembrava que estavamos no inverno. Do lado de fora da janela, a neve branquinha me animava. Era uma garota de dezenove anos com alma de criança. Adorava fazer anjos de neve e beber chocolate quente. Minha vida era boa.
Meus pais me compreendiam muito bem, contudo eramos diferentes. Eu gostava de hip hop mas eles eram chegados no jazz.
Tinha um irmão de dez anos, ele queria ser o próximo 2Pac. Meu pai dizia que eramos umas figuras. Era tudo ótimo. Até que entramos no carro e em certa altura, ele deslizou.
(Patrick)
Quando isso aconteceu meu pai falou:
-que droga, esse carro tinha que desligar.
Por sorte um outro carro tava vindo na nossa direção, mesmo a distância sentido meio distância dava pra ouvir o som indistinguível é hip hop, então o outro carro parou e quando abril a parta do carro perguntando se precisávamos de ajuda, percebi que era....
(Bruna)
Meu vizinho, Mike, ele e a família estavam voltando de um fim de semana em uma casa de campo.
- Não precisa se preocupar, o carro apenas desligou. - meu pai falou - Às vezes ele faz isso.
- Tudo bem, mas se precisarem de ajuda, podem ir na minha oficina, fica no centro. - o pai de Mike entregou para o meu um cartão, com o endereço, então, seguimos nosso caminho...
(Katlin)
Pela estrada, apreciava a bela paisagem que estava ali, a espera de ser admirada com ternura. O som familiar de música de Jazz tocava no carro. Não que eu não gostasse, apenas não era meu estilo. Mas não negava que era encantador e dançante. Sou negra, tenho cabelo curtinho e bem cacheado. Meus pais também são negros, mas por alguma razão genética meu irmão é branco. Na família do meu pai deu maior rebuliço até que mamãe fez o teste de DNA e entregou a todos. Papai nunca desconfiou dela, contudo pude perceber certo alivio.
Acontece que meu irmão era albino. Sim, albino. Ainda há quem diga que ele é adotado, ou que mamãe traiu papai. Mas na verdade, a cor não significa nada. Ele é meu irmão e eu o amo. Infelizmente nós dois sofremos racismo. Eu por ser negra e ele por ser branco demais. Ele dorme ao meu lado, desligo seu celular que toca uma música do 50 cent.
Riu baixinho ao me lembrar daquele dia, onde ele se pintou com marrom e chorrou dizendo que queria ser negro. Crianças.
( Iuri )
O dia começa a virar noite e seu irmão ainda dorme. Os olhos de Vanessa se fecham lentamente, mas ela os abre "Preciso descansar" Pensa ela.
A cada quilômetro percorrido o antigo sítio de sua família localizado em um canto bem isolado do estado Rio Grande do Sul.
A estrada de chão tem alguns buracos espalhados para todos os lados. De modo que sua Range Rover diminua automaticamente a velocidade.
Dois faróis aparecem no retrovisor, porém Vanessa não percebe e seus olhos começam a fechar de novo...
(naomi )
Com o cair da noite e o fechar dos olhos de Vanessa, uma densa neblina toma o local.
Os faróis do carro tornam-se borrões no meio da estrada, o que faz o patriarca da família parar o veículo de súbito, o que acordou esposa e filhos adormecidos.
Havia algo de muito estranho ali.
(Sury)
Seu pai pareceu preocupado, ela não entendeu e ergueu o olhar a janela lentamente, sua visão ainda estava se
acostumando as luzes, não tardou, porém, a perceber que um carro havia parado proximo ao de seus pais.
-Quem são? - Perguntou por puro impulso, afinal a expressão cada vez mais tensa dos pais entregava a resposta:
Desconhecidos e, pelo modo como pararam no meio da noite... Provavelmente perigosos.
Notou seus pais trocando um olhar preocupado e, instintivamente, segurou o braço do irmão.
-Pai? - Sussurrou quando os desconhecidos chegaram bem perto.
( Bruna)
Pelos vidros embaçados, ela percebeu uma silhueta masculina saindo do carro ao lado, estava começando a ficar com medo, todos estavam em choque. A pessoa estava com alguma coisa em uma das mãos, parecia uma pá. Vanessa pareceu finalmente acordar.
- Pai, vamos sair daqui, agora. - ela sussurrou, enquanto tentava acalmar seu irmão mais novo.
(Patrick)
Nesse mesmo instante surgiram mais três carros nos cercando de todos os lados impedindo que fugissemos daí então uma voz masculina grita do lado de fora
- SEUS MALDITOS DEVOLVAM À MINHA FILHA
Logo após isso vejo varias sombras em volta do nosso carro tanto masculinas quanto femininas e todos armados com pás e tacos de beisebol e mas uma voz falar algo chorando muito, e parecia uma voz feminina
- Eu...só quero...minha filha...seus malditos.
(Katlin)
Quando dou por minha, levo uma forte pancada na cabeça. Acordo com dor em todo corpo, percebo que minhas roupas estão sujas de sangue. Ainda estou dentro do carro. Ao meu lado, meu irmão está inconsciente. O carro está de cabeça para baixo, solto o cinto de segurança e arfo de dor. Meus sentidos se vão, deixando uma imensidão escura.
Acordo com a luz do sol sobre meu rosto. A janela do meu quarto está aberta. Os pássaros cantam lá fora, música alta de Jazz invade meus tímpanos. Esfrego o rosto percebendo que foi tudo um sonho. Ainda sinto medo, de estar alucinando. De descobrir que tudo é mentira e que estou presa no carro. Levanto da cama, de pijama de verão vou até a cozinha da onde o som de música vem. Mamãe está de costas para mim, cantarolando a música.
- Mãe? - Pergunto, quando tomo um susto com sua aparência.
Ela estava ensanguentada, com o rosto desfigurado e andava na minha direção sem conseguir falar. Sua boca estava pendura num resto de pele perto do que seria seus dentes. Ela estava horrível. Corro gritando de medo, quando caio ao torcer o pé no tapete da cozinha.
Minha respiração está ofegante. Sinto uma pressão sobre meu abdômen. Abro os olhos com dificuldade e fito um imenso tronco de árvore atravessando a cabeça de meu irmão. Grito horrorizada, tento sair do carro mas não consigo mexer minhas pernas. Meu irmão está morto ao meu lado, sinto sua mão fria e tento de alguma maneira puxa-lo. Sinto medo, agonia e não consigo. Me chingo me sentindo inútil, bato no banco da frente com frenezi, quando esse me esmaga ao ir para trás.
Meu último pensamento viva não foi em si um pensamento, mas a sinfonia da música de Jazz. Acordo outra vez no meu quarto. Mas desta vez estou usando a mesma roupa do acidente. Estou ensanguentada, machucada, sinto uma dor alucinante na cabeça l, quando minha mãe aparece, ou o que dava para chamar de mãe. Ela me acerta com uma frigideira.
Ao acordar, sinto um luz amarela praticamente me cegando. Acordo afoita e grito. Meu pai aparece no quarto, me chamando para vir tomar café da manhã. ( Foi apenas um sonho?) Me pergunto em pensamento, levantando-me da cama e seguindo meu pai para cozinha.
Na avenida principal que saí dos E.U.A um acidente de carro deixa uma família em um tragico estado de coma, possivelmente de morte. Até agora não se sabe a identidade das vítimas, nem a causa suposta da morte. Do NY news para E.U.A Uma boa noite a todos.
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Sexta-Feira 18-05-2018
Participaram da atividade os membros:
- KatlinCarolineAS ( ADM Kat)
- Bruna TheLittleGirls_
- Patrick PatrickWinchester9
- Iuri Iuri-Fernando
- Naomi CherryLipstickGirl
- Sury S_Suri
Imagem escolhida por:
- Bruna
*A história foi desenvolvida a partir da imagem.
O grupo DLB (Devorando Livros no Breakfast ) e a ADM KatlinCarolineAS agradecem a participação de todos que se disponibilizaram e participaram da atividade recreativa.
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Histórias Interligadas
Short StoryLivro composto por histórias escritas em conjunto com escritores ( Membros do grupo) toda sexta-feira. História criativa a partir de uma imagem aleatoriamente. Os escritores on-line participação acrescentando um trecho ou mais na história. Fazendo...
