Tapeado

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(Katlin)
     A temperatura baixa da estação não me incomoda de modo algum. Para uma vampira, o inverno e o verão não nós fazem diferença. Uma vez que não sentimos frio nem calor como os humanos que são afetados pelas estações do ano.
    Estou em uma caçada. Ainda é madrugada, contudo essa com certeza é a melhor hora para conseguir uma vítima em potencial.
    Já adquiri dietas mirabolantes sobre comer animais como esquilos e coelho, mas não tem como. O sabor do sangue humano, fresquinho e direto da jugular não há comparação.
    As árvores são tão altas que tapam a visão daqui de cima. Sim, estou no alto de uma árvore de Pinheiro. Sinto o cheiro de suor. O vento da madrugada corta o ar a baixo, mas sinto o odor de um humano. Agora! Chegou a hora da diversão .

(Breno)
   Como um gato eu pulo da árvore e vou escutando os batimentos da minha vítima, só achei estranho o porque daquele homem está no meio da floresta de madrugada, vou se aproximando dele, porém sinto cheiro de mais humanos, dou um passo para trás, ele se vira e diz:

- Te pegamos! - droga caí em uma armadilha dos caçadores.

( João Renato)
   Caçadores isolados são fracos, mas juntos podem dar problemas até ao maior dos vampiros.
    O doce odor da refeição me pregou uma peça. O ar frio poderia me dar uma vantagem na mobilidade, mas qualquer ponderação minha sobre a possibilidade de fuga cessou assim que me vi, rodeada por homens nos 4 pontos cardeais.
    Os 4 vestiam malhas metálicas que cobriam toda a extensão de seus corpos malhados, exceto pelas extremidades e pela cabeça.
    Fiquei de costas para a luz da lua, para usar as sombras ao meu favor. Os 4 homens altos cravaram cruzes de madeira no solo.
    Nenhum carro passaria por ali aquela hora e os caçadores não retirariam as estacas até me matarem.

- 4 contra um? Que desvantagem. Pra vocês, é claro!
- Calada, aberração!

   O que se posicionava ao sul correu em minha direção com os olhos arregalados. Ele parecia encarar um monstro, e de fato, encarava. Abri um sorriso voluntário e desviei diagonalmente da machadada que o homem desferiu, então deslizei as unhas da mão direita pela malha abdominal do esquentadinho.

      Cinco segundos depois, ele tentava, em vão, conter o sangue e as entranhas que se espalhavam pelo chão. O cheiro do sangue fresco me deixou aguada, mas prefiro as presas vivas, e agora, restavam 3.

(Himme)
    Quando sentiram que não poderiam lutar contra mim, os três tentaram recuar para salvarem suas vidas, tornando a brincadeira mais divertida, dois deles correram para uma cabana que havia próximo de onde estávamos, e outro me encarava com un olhar desafiador.

— Não tenho medo de você monstro dos infernos. – Ele proferia as palavras contra mim.

    Sumi da vista dele, olhando de espreita por de trás dele, deixando ele me procurar seu coração acelerou diante da confusão que eu havia lhe deixado, me aproximo lentamente dele, e o mesmo me acerta de raspão com uma faca de cobre, me deixando furiosa.

    Puxo pelo seus cabelos, até a cabana onde os outros estavam, corto sua garganta diante dos dois que se apavoram com a cena, e dou uma sugada em seu pescoço matando lhe lentamente.

(naomi )
   O matei na frente daqueles idiotas, que borravam suas próprias calças ao ver o brilho de vida ser lentamente apagado de seus olhos castanhos, logo tão foscos.

    Era tão engraçado como a vida humana poderia ser tão facilmente finadada.

   Não demorou para que meus olhos vermelhos brilhassem em direção à eles. Minhas presas se abriram em um sorriso manchado no carmim do sangue alheio.

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