História De Época

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(Patrick)
Me lembro dos dias incrível que passei na casa da minha tia Penélope, quando era mais novo. E como me esquecer das tardes que brincava com minha linda prima Thaís.

Já faz muito tempo que não as vejo, pois meu pai foi forçado a ir pra guerra e me deixou em um orfanato, mais graças a Deus estou com a idade pra sair daqui, e minha tia me chamou pra retornar a seu casarão em São Paulo.

Quando chego ao casarão da minha tia Penélope sou recebido por Henrique o mordomo, que me conduziu até ela, que está em sua enorme biblioteca.

- Oi minha tia amada - falo e faço uma reverência a ela
- Bem vindo sobrinho amando, infelizmente sua prima está fora agora - diz minha tia respondendo minha reverência.

(Aline)
Tia Penélope é uma mulher na casa dos 50. Posso dizer que ela é uma mulher admirável. Tudo pelo que passou, reduziria qualquer pessoa mais fraca a pó.

- Vou esperá- la no quarto tia. Preciso muito conversar com a Thais.

- É algo em que eu possa ajudar Thiago?

- Está tudo bem tia...- Forço um sorriso...

- Está mesmo Thiago?

Sei que ela pergunta por causa do que aconteceu há algum tempo atrás no orfanato. Desde que meu pai me deixou naquele orfanato, minha vida tem sido terrível.

- Está tudo bem tia, eu prometo...- Digo pegando suas mãos e beijando sua testa.

- Acredito em você filho. Vá, logo a Thais chega e eu aviso que você está lá.

Subo para o quarto da Thais. Ao chegar lá, me jogo sobre a cama, sentindo meu corpo relaxar.
Olho para o teto, pensando se vou ou não tomar um banho. Sento na cama e me deparo com o diário da Thais sobre a escrivaninha.

Ler ou não ler... Eis a questão...

- Acho melhor tomar um banho...- Penso alto e decido respeitar a privacidade da minha prima.

Algum tempo depois ouço a porta do quarto abrir e a voz da minha amada prima ecoa pelo quarto...

- Thi??

- Oi Tha... Estou saindo...

Desligo o chuveiro, me seco e troco dentro do banheiro, assim que saio vejo Thais sobre a escrivaninha, chorando enquanto escreve...

- Ei "Chica", oque houve?

Ela apenas vem até mim e me abraça, como se eu fosse seu bote salva vidas. "
Já vi essa história antes"- Penso sentindo toda a preocupação percorrer meu corpo...

(Katlin)
Eu a abraço forte, procurando conforta-la o melhor que consigo. Levo minha mão ao seu rosto delicado e com carinho, subo seu olhar ao meu, perguntando:

- Que lhe aflinge minha bela flor?
- O amor Thiago. Porque ele tende a ser tão sofrido? Porquê parece que somente eu, não mereço ser amada? - Dizia ela, questionando coisas que nem nos meus melhores romances, consegui entender. Apenas digo:

- Minha bela, saiba que o amor é um sentimento puro. Não deves sentir por ele amargura, no entanto, lhe conforte o coração, ao saber que a felicidade um dia lhe baterá a porta. E o merecedor, será felizardo de receber seu, tão puro e doce amor.

Aquelas palavras pareciam ter acalentado o coraçãozinho de Thaís que sorriu tão singelamente, imaginando um futuro pretendente que deveras, irá ama-la de verdade.

- Agora, dar-me o sorriso pelo qual tenho esperado. Lembrar-te-ei se preciso for, que dentre as mais belas donzelas, és tu a única que se revela a mais bela de todas as flores do jardim. O jardim esse, do verdadeiro amor. - Finalizou ele.

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