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Ela parece em pânico ao abrir a porta e me encontrar ali. Com certeza não foi ela quem passou seu endereço. Isso se confirma quando finalmente sua voz sai por sua boca escancarada.
— Como você conseguiu este endereço?
Dou de ombros e entro mesmo sem ser convidado, não dando tempo para que ela me mande ir embora.
— Você está bem? — pergunto olhando em seus olhos castanhos brilhantes.
— Sim, por que não estaria?
— Porque sumiu da faculdade.
— Estou dando um tempo, descansando um pouco.
— Ouvi falar. Não tem trabalhado também, não é?
Ela parece desconfortável com o rumo da conversa e trato de mudá-lo.
— Não era você na janela de bate-papo do seu site me respondendo mais cedo, não é?
Sua expressão confusa já responde por si só minha pergunta.
— Não, por quê?
— Porque acho que prometi transar com alguém. Quem quer que esteja respondendo o bate-papo no seu site.
A surpresa toma seu semblante e sua postura muda, um sorriso divertido muito mal disfarçado surge em seu rosto.
— Neste caso, sim, era eu. Você prometeu transar comigo. Podemos fazer isso agora mesmo, só teremos que ir para outro lugar bem perto daqui — diz com sua voz doce e baixa, e percebo seu jogo de sedução.
— Quer me levar para o Royal? O hotel onde você atende seus clientes?
— Eu não o chamo assim. E você não é um cliente. Pode me levar para um motel, se preferir, mas me leve em um caro. Nunca entrei em um — rapidamente sua postura muda e ela parece totalmente sem graça ao tentar remediar o que acabou de confessar. — Quer dizer, já estive em muitos. Mas não em um que me fizesse querer voltar.
— Por que você está dando um tempo, Brin? — pergunto sério analisando sua resposta através de seu rosto, mas ele permanece impassível enquanto responde.
— Stephen, Stephen, sempre curioso. Pessoas se cansam. Até mesmo garotas de programa se cansam. Eu só tirei uns dias, não é o fim do mundo.
— Tirou uns dias para não me ver mais? Você não está interessada na minha amizade?
Ela suspira exasperada e pega minha mão, levando-me até seu quarto. Ao contrário do que poderia imaginar, seu quarto é simples, bem feminino, com uma cama de solteiro e roupas espalhadas por todo lado. Apesar da bagunça colorida e da enorme quantidade de luzes espalhadas pela mesa, cabeceira e estantes, ele é aconchegante.
— Por que você está aqui, Stephen? Eu entendi mal a nossa interação, dei em cima de você e você me deu um fora. Não somos amigos e não seremos. Não entendo o que está fazendo aqui. Por que se deu ao trabalho?
Eu gostaria de responder essa pergunta, mas é uma resposta que também estou buscando. Apenas seguro suas mãos nas minhas e faço a pergunta que tem martelado em minha mente desde o nosso beijo:
— Brin, você está apaixonada por mim?
Ela se assusta com minha pergunta, solta suas mãos das minhas e não responde. Imagino que vá dizer não, que estou viajando ou me achando demais, e irei embora sem saber se ela disse a verdade, porque essa é ela. Nunca sei dizer o quanto de verdade há em suas palavras.
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DEGUSTAÇÃO - Test drive
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